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  • Henrique Correia

Barreto tenta tudo para evitar agitação no CDS; Comissão Política de sábado promete


Reunião interna, este sábado de manhã, promete "aquecer" ambiente com o tema das coligações autárquicas





Este sábado é um dia forte e difícil para o CDS Madeira. As eleições autárquicas e a possibilidade de alargar, ao poder local, a coligação em vigor na governação regional, são questões que prometem agitar a Comissão Política regional centrista, no Hotel Melia, no fundo a confirmação, em órgão interno, das manifestações públicas, de alguns militantes, no sentido de expressar o descontentamento relativamente a algumas opções sobre a ocorrência de coligação em alguns concelhos, designadamente no Funchal, Santana e Ponta do Sol, entre outras possibilidades.

Se a governação regional já não era pacífica, atendendo a uma perda de identidade partidária face ao ganho de algum protagonismo governativo, meramente de poder, a extensão desse quadro ao poder local, onde as divergências são acentuadas, está a criar algumas reações que apontam para o resultado que os militantes e dirigentes locais temem, que é a submissão da estratégia do partido ao previsível interesse e protagonismo do PSD.

Rui Barreto está consciente das dificuldades que vai encontrar, já está a encontrar mesmo, e tem feito tudo para travar os focos de instabilidade, não quer problemas com o PSD, a união no Governo está a correr bem para os secretários do CDS e para José Manuel Rodrigues, enquanto presidente da Assembleia, pelo que a última coisa que Barreto quer é arranjar problemas ao PSD, que já se viu estar pouco disponível para questões internas, no seu parceiro, que criem entraves ao que está definido. Albuquerque está muito mais apostado nas suas escolhas, sendo que ao CDS não restará grande alternativa que não seja seguir esse plano.

As declarações do líder da Juventude Popular não caíram nada bem na parte "governamental do CDS", ao ponto de merecer uma reação por parte do secretário-geral, na qual se pode ver todo o incómodo e tentativa de estancar outros eventuais descontentamentos, sabendo-se que a situação na Ponta do Sol também não é propriamente tranquila.

Mas Barreto está disposto a tudo para não beliscar a coligação, até a perder parte da equipa, se a isso for obrigado. Tem um acordo com Miguel Albuquerque e isso vai além dos partidos. Os dois, Barreto e Albuquerque, não têm muita disponibilidade para meter as bases nisto, vão em frente e ponto final. A diferença é mesmo a dimensão de cada um dos partidos. É pior para o futuro do CDS, quando um dia for para andar sozinho.


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