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  • Henrique Correia

Biden escolhe vice negra e lança o debate sobre as minorias nas sociedades


Joe Biden, o candidato democrata às eleições nos Estados Unidos, fez história ao escolher Kamala Harris para candidata a vice presidente, sendo assim a primeira mulher negra a ocupar esse lugar. Kamala, de 55 anos, pode ser o grande trunfo de Biden contra Trump nas eleições de 3 de novembro.

Kamala Devi Harris é uma advogada filiada no Partido Democrata, é senadora dos Estados Unidos pela Califórnia, eleita em 8 de novembro de 2016, tendo tomado posse em 3 de janeiro de 2017. Anteriormente, foi a procuradora-geral da Califórnia desde 2011.

Também é verdade que a onda de alusões a este momento considerado histórico representa, por si só, um ato revelador que a defesa das minorias e os instintos racistas estão longe de uma solução, não sendo por acaso que as televisões certamente não abririam a notícia de última hora com tanta euforia se se tratasse de uma candidata branca. É bom pensarmos nisso, não só neste particular, mas em todos os momentos que somos impelidos para comentários, expressões antigas ou talvez não, como aquela de "trabalhar como uma negra". No fundo, todos devemos continuar a fazer um esforço no sentido de reduzir essa componente que as sociedades ainda alimentam, mas que, simultaneamente, fazem um esforço para dizerem que não são recistas ou nem têm atitudes racistas, o que bem sabemos não ser totalmente verdade.

Sem dúvida que a escolha de Kamala Harris, depois de Barak Obama ter sido presidente dos Estados Unidos, ainda hoje deixando saudades pela passagem claramente positiva pela Casa Branca, surge como um fator diferenciador, não só para a política americana, que vai para eleições em novembro, mas também para o mundo. Biden pode ganhar muito com esta aposta, além dos votos que vai conquistar por constante demérito de Trump, traduzido em vários "tiros nos pés", especialmente na gestão da pandemia da Covid-19.

Vemos sempre alguma esperança na luz ao fundo do túnel para que a humanidade mude mais depressa do que se vê. Essa esperança, hoje, cham-se Kamala Harris.



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