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  • Henrique Correia

Bispo no Te Deum diz que "a nossa sociedade está longe do paraíso natural"


D. Nuno Brás: "Não podemos igualmente deixar de tomar a sério a oportunidade que esta revisão oferece para aprofundar a autonomia regional que tanto nos tem dado".



O Bispo do Funchal abordou, neste 31 de dezembro, no Te Deum na Sé do Funchal, a realidade madeirense de dificuldades mas com uma incursão talvez inesperada pela Revisão Constitucional defendendo que "como madeirenses, não podemos igualmente deixar de tomar a sério a oportunidade que esta revisão oferece para aprofundar a autonomia regional que tanto nos tem dado".

D. Nuno Brás fala na realidade madeirense considerando que "podemos também perceber como a nossa sociedade está ainda longe de corresponder ao paraíso natural em que vivemos: tantos salários baixos, insuficientes para o digno sustento de uma família; o elevado custo de vida; a dificuldade de acesso a digno cuidados de saúde por parte de alguns; o excessivo preço da habitação; o consumo difuso de drogas que matam tantos jovens no seu corpo e na sua dignidade, constituem apenas alguns domínios (porventura aqueles mais à vista) em que necessitamos de progredir, apesar de todo o caminho realizado nos últimos decénios".

Mas o Bispo também disse que "o novo ano — tempo concreto que se nos apresenta pela frente — constitui uma oportunidade. Uma oportunidade para continuar o trabalho de construção de uma sociedade cada vez mais humana, onde todos possam encontrar um lugar — o lugar digno de alguém que traz consigo a imagem de Deus e a vocação divina".

Sublinha que "o próximo ano traz consigo também a abertura de um processo de revisão constitucional. Não podemos nós, cristãos, deixar de elevar a nossa voz em defesa da dignidade da vida humana que a nossa Constituição actualmente consagra ao afirmar no seu artigo 24º que “a vida humana é inviolável”, contra todas as tentativas de esbater esse princípio fundamental do nosso viver, de legalizar constitucionalmente o aborto ou a eutanásia e outros atentados contra a vida humana. E, como madeirenses, não podemos igualmente deixar de tomar a sério a oportunidade que esta revisão oferece para aprofundar a autonomia regional que tanto nos tem dado".



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