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  • Henrique Correia

Brício diz que Santa Cruz não pode assumir as obrigações do Governo


Filipe Sousa responde que não pode ficar à espera infinitamente. Pacote de apoios sociais recebe unanimidade.


A unanimidade marcou a reunião de Câmara Municipal de Santa Cruz esta manhã, na qual, entre outros assuntos, foi aprovado o pacote fiscal e mais apoios sociais, nomeadamente o apoio a mais oito cirurgias, refere uma nota da Autarquia.

A única medida apenas aprovada por maioria, com os votos favoráveis da vereação JPP, foi a aplicação da Derrama a empresas com volume de negócios superior a 150 mil euros. Sobre esta questão, Brício Araújo, vereador do PSD, disse que iria votar contra porque defendia no seu programa a isenção total da Derrama no concelho de Santa Cruz como apoio à economia e ao emprego. Filipe Sousa lembrou que o seu programa era diverso, e que esta taxa é justa, porque “é pedir um pequeno contributo aos que têm lucro para ser derramado nas funções sociais”.

Já as medidas sociais, nomeadamente o apoio às pequenas cirurgias, mereceram o voto favorável dos vereadores social democratas, apesar de durante a campanha eleitoral terem considerado as mesmas como política minimalista, facto recordado hoje pelo presidente Filipe Sousa.

Brício Araújo, numa curta intervenção de voto, defendeu que os apoios na área da saúde deviam ocorrer em articulação com as entidades regionais, porque não podem ser uma forma desonerar o Governo Regional das suas atribuições e obrigações. Em resposta, o presidente Filipe Sousa disse que essa articulação é feita, porque o regulamento exige que a entidade de saúde informe sobre a inscrição na lista de espera. O que acontece, defende, é que a autarquia, além de ter legitimidade para ter os seus próprios programas de apoio, não pode ficar à espera infinitamente de respostas que não chegam por parte da autoridade de saúde regional. “A nossa principal preocupação é acautelar o bem-estar dos nossos munícipes”.

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