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  • Henrique Correia

Célia Pessegueiro defende verbas do PRR para as autarquias


"não deve acontecer com as verbas do PRR aquilo que se verifica em relação aos fundos comunitário

PS-Madeira defende que os municípios da Região devem também ter acesso a uma fatia das verbas do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), de forma a poderem desenvolver projetos locais que possam ir ao encontro da população e do tecido empresarial.

Aquando da reunião da Comissão Regional do PS-M, ocorrida hoje, a presidente deste órgão do partido, Célia Pessegueiro, mostrou a sua preocupação em relação ao facto de o Governo Regional não distribuir uma parte destas verbas por todas as autarquias, o que “permitiria que, com projetos até de menor dimensão, mas de grande interesse local, pudéssemos chegar a muito mais pessoas e empresas”.

“É muito importante saber-se distribuir e é isso que nós entendemos que o Governo Regional não está a fazer com o PRR”, deu conta a responsável, frisando que “será um erro e uma oportunidade perdida se não houver uma parte substancial deste valor que permita que estes municípios recorram, sem estarem a concorrer com o Executivo madeirense”.

Célia Pessegueiro advertiu que não deve acontecer com as verbas do PRR aquilo que se verifica em relação aos fundos comunitários, em que os municípios estão a concorrer com todas as dependências do Governo Regional, incluindo as empresas com capital regional, “o que nos deixa numa situação de concorrência desleal”, de dificuldade em aceder aos fundos e financiar projetos locais de grande interesse.

A presidente da Comissão Regional lembrou que muitas das autarquias tiveram, inclusive, de recorrer à banca para financiar projetos de apoio direto às empresas que não conseguiam aceder aos fundos regionais. Como tal, vincou que “não há razão nenhuma para que, depois deste esforço que os municípios fizeram no combate à pandemia, não tenham também acesso a estes fundos para desenvolverem os seus projetos e poderem, assim, continuar a apoiar o tecido empresarial local, que é essencial para manter os postos de trabalho”.

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