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  • Henrique Correia

Café Relógio vai fechar as portas; trabalhadores com salários em atraso

Madeira continua a assistir ao encerramento de espaços emblemáticos e ao fim, também, de parte da história de um povo. Depois do Apolo, o Café Relógio


O emblemático Café Relógio, na Camacha, vai fechar as portas. É o triste final de um espaço que constituiu ponto de paragem para turistas e locais, chegando mesmo a ter um elevado protagonismo no âmbito da promoção turistica da Madeira, uma vez que ali funcionou uma área de divulgação do artesanato da Região, com relevo para a importante obra de vimes.

Hoje, segundo revela a RTP Madeira, "a Assembleia de Credores aprovou o encerramento e a liquidação do emblemático café", adiantando que "40 funcionários têm salários em atraso e os credores reclamam 2,5 milhões de euros".

A RTP-M adianta que "os credores aguardam a decisão do recurso pedido pelo advogado da empresa junto do Tribunal da Relação de Lisboa, para avançar com a insolvência".

Face a este quadro, a Madeira continua a assistir à delapidação de muito do património de um povo, numa sequência de perdas, que já atingiu, mais recentemente, o Café Apolo, no Funchal, bem como mais para trás, mas não menos importante, a "Felisberta", na Rua das Pretas, cuja recuperação vem sendo anunciada há muito tempo, mas cujo espaço continua fechado sem fim efetivo à vista.

E é assim que vamos perdendo identidades, pelos sinais dos tempos, mas também pelos sinais das insensibilidades que esses tempos provocam na definição de prioridades.


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