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  • Henrique Correia

Cafôfo de saída "prematura" entrega ao PS "o presidente que o PS precisa"



Cafôfo sobre Sérgio Gonçalves: "Além de boa pessoa, e a política necessita de pessoas decentes e íntegras".




Certamente que a liderança de Paulo Cafôfo soube-lhe a pouco, sai da cena política partidária para regressar à sua profissão de docente e deixa o futuro do PS-M nas mãos de uma sua escolha, Sérgio Gonçalves, ao ponto de ter havido alguma especulação relativamente à forma como ocorre esta passagem do testemunho na liderança do PS-M. Poucos queriam acreditar que o homem em quem os socialistas depositaram grande esperança de liderar uma alternativa, e que quase conseguiu chegar lá na perda da maioria absoluta do PSD, fosse embora assim, sem mais nem menos, sai simplesmente, de forma prematura e deixa o partido a começar quase do zero, entendendo-se que cada candidatura rem um entendimento, uma estratégia e uma mobilização com nova identidade.

A falta do capital de votantes para o PS-M, que era histórica, foi desmontada por Cafôfo à entrada da aposta para o Governo, mas não deixa esse mesmo capital à saída, o que constitui certamente um problema para o sucessor.

Sérgio Gonçalves começa quase no zero, vai fazer o seu percurso, vai cobstruir a imagem além das ligações empresariais, que por acaso, da forma como os poderes estão invertidos, às tantas tira mais valia dessas suas ligações ao poder económico. Fica, assim, como que num mesmo patamar que é ocupado por Pedro Calado, o homem do PSD com maiores e melhores proximidades ao meio económico.

No caso da sucessão e das dúvidas, Sérgio Gonçalves também sabia da sua existência. E por isso, não é tarde nem cedo, foi mesmo este sábado, na apresentação da candidatura, que esclareceu ser candidato a tudo, p tufo inclui a Quinta Vigia, em 2023, sem pretendentes na sombra nem a sair do nevoeiro como um D. Sebastião. Sérgio Gonçalves quer ser, ele próprio, o intérprete desse sebastianismo. Não é fácil pelo histórico, mas algumas histórias de sucesso também podem sair do impossível.

Cafôfo fecha o ciclo, poderá não ser para sempre, mas por agora deixa o palco faltando ainda saber se o apoio desde logo expresso ao candidato que se segue, será crédito ou défice para esse mesmo candidato.

Seja como for, Cafôfo deixa uma mensagem inequívoca de apoio: "Apoio totalmente o Sérgio Gonçalves. Além de boa pessoa, e a política necessita de pessoas decentes e íntegras reconheço-lhe grande competência e energia em fazer avançar o PS Madeira.

Tenho orgulho em ter contribuído para o seu envolvimento com o PS, num ato de humildade e grande compromisso com a causa pública, que o levou a abandonar uma carreira profissional brilhante para se dedicar ao nosso projeto.

Esteve sempre presente, esteve sempre motivado e emprestou sempre a sua competência técnica, a sua personalidade afável e a sua motivação mesmo perante as adversidades.

É o presidente que o PS precisa e estou certo que fará um excelente trabalho".

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