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  • Henrique Correia

Cafôfo defende na Região reuniões alargadas com Governo, partidos e Ordens


"Outro exemplo de que as medidas foram feitas em cima do joelho, sem planeamento e não de forma atempada é o caso do Porto Santo"


O presidente do PS-Madeira defendeu hoje que, "à semelhança daquilo que acontece a nível nacional, com as reuniões no Infarmed entre o Governo, a Assembleia da República, os partidos políticos e as ordens profissionais, na Região também existam estes encontros, para podermos ter um maior envolvimento nas decisões que são tomadas e podermos dar o nosso contributo para as medidas que possam vir a ser implementadas.

Esta posição foi assumida hoje, em conferência de imprensa, onde voltou a acusar o Governo Regional de ter tomado medidas avulsas e tardias relativamente à resposta que era necessária para fazer face ao aumento de casos de Covid-19 na Região.

Paulo Cafôfo disse que o Executivo de Miguel Albuquerque "não teve a capacidade de, nas últimas semanas, dar a resposta atempada, antecipada e responsável face ao número de casos que já se afigurava como previsível que viesse a aumentar". Na sua ótica, o Natal e Fim de Ano foi uma época em que, previsivelmente, deveriam ter sido aplicadas medidas mais restritivas e mais objetivas no combate à pandemia. Em vez disso, constatou, o Governo Regional "preferiu ignorar e continuou com o tom acusatório, procurando arranjar culpados para o aumento do número de infeções".

Paulo Cafôfo disse que a falta de planeamento, a desorganização e as medidas avulso, «num correr atrás do prejuízo», ficaram bem vincadas na questão do regresso às aulas, porque na véspera do início do segundo período o Governo Regional ainda não sabia o que fazer relativamente aos alunos dos concelhos do Funchal, Câmara e Lobos e Ribeira Brava. «Esta trapalhada tem de ser minimizada», garantindo a segurança para as famílias, para os alunos e para toda a comunidade escolar», com o regresso às aulas em condições sanitárias adequadas, vincou.

Outro exemplo de que as medidas foram feitas em cima do joelho, sem planeamento e não de forma atempada é o caso do Porto Santo, uma vez que a ilha se encontra em risco elevado de contágio e os alunos, professores e funcionários foram para a escola.

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