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  • Henrique Correia

Cafôfo diz que Albuquerque andou ziguezagueando no Orçamento de Estado


"Esta crise política prejudica a Região Autónoma da Madeira de forma grave, colocando em causa os investimentos e apoios do Estado importantíssimos para o nosso desenvolvimento, como o do novo Hospital".




Paulo Cafôfo é um presidente demissionário, saiu do Parlamento e até já entrou na escola onde leciona. Mas hoje, face ao resultado da votação sobre o Orçamento de Estado, um chumbo com a esquerda e a direita mo mesmo "barco", Cafôfo assina um texto onde diz que fica claro que a não aprovação do OE por parte dos partidos que se fazem representar na Assembleia da República se deve a meros interesses político-partidários, ao invés de assegurar a estabilidade governativa para Portugal num período tão difícil das nossas vidas coletivas. O chumbo do OE levará a eleições antecipadas onde tudo se baralha, para dar de novo, na certeza de que não poderemos ficar num impasse e à mercê dos enormes desafios sociais e económicos que nos esperam. Não podemos deixar o nosso futuro suspenso em duodécimos num momento como este".

"Esta crise política prejudica a Região Autónoma da Madeira de forma grave, colocando em causa os investimentos e apoios do Estado importantíssimos para o nosso desenvolvimento, como o do novo Hospital".

A mesma nota refere que "a irresponsabilidade pelo chumbo do OE de 2022 fica ainda mais patente quando olhamos para o contexto económico internacional, no qual se vislumbram desafios exigentes, aos quais temos de dar resposta no curto-prazo no contexto regional, nacional e europeu. A crise da cadeia de abastecimento global e o choque energético coloca em risco a recuperação pós-pandemia e é uma ameaça séria ao desenvolvimento da nossa Região. Os preços de diversos bens essenciais à nossa economia estão já em risco máximo, com atrasos nalguns fornecimentos e preços mais altos, com implicações em toda a cadeia de valor, nas empresas, no consumo e nas famílias".

"Não posso deixar de condenar a postura de Miguel Albuquerque em todo este processo, ziguezagueando em busca de palco político sem atender aos interesses do povo madeirense. No espaço de uma semana, o presidente do Governo Regional afirmou de forma contundente o voto contra dos três deputados do PSD-Madeira na Assembleia da República, ambicionando uma crise política ao afirmar publicamente que “a queda do governo era a melhor coisa que podia acontecer ao país”.

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