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  • Henrique Correia

Cafôfo diz que as empresas não conseguem manter os postos de trabalho


Para esses apoios, havia uma condição de que, nos 18 meses subsequentes, nenhuma empresa despedisse qualquer tipo de trabalhador, mas o facto é que muitas foram obrigadas a despedir, «o que significa que vão ter de devolver as verbas"



O líder do PS-Madeira veio hoje a público mostrar-se preocupado com o desemprego e defendeu a urgência de um apoio complementar a fundo perdido para as empresas.

Paulo Cafôfo mostrou-se muito preocupado com a situação pandémica na Região e com os efeitos que o vírus está a ter na economia, dando conta que, no passado mês de dezembro, a Madeira foi a terceira região do país com maior aumento de desempregados, tendo ultrapassado a barreira das 20 mil pessoas sem emprego.

O líder dos socialistas apontou o facto de haver empresas a fechar e trabalhadores que «estão numa agonia, sem emprego», sendo por isso muito importante que, nesta fase, possa haver medidas de apoio.

Paulo Cafôfo referiu-se às medidas que já foram propostas pelo Governo Regional, particularmente a linha INVEST RAM, e disse que os apoios que foram dados a fundo perdido «na verdade não o serão». Isto porque, tal como explicou, havia uma condição de que, nos 18 meses subsequentes, nenhuma empresa despedisse qualquer tipo de trabalhador, mas o facto é que muitas foram obrigadas a despedir, «o que significa que vão ter de devolver as verbas a que tiveram acesso». Além disso, o dirigente socialista acrescentou que muitos destes apoios já esgotaram na primeira fase da pandemia e lembrou um estudo feito pela Confederação Empresarial de Portugal junto dos empresários, que indica que «muitos deles acham que as medidas de apoio são insuficientes, demoradas e demasiado restritivas».

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