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  • Henrique Correia

Cafôfo não quer um PRR que seja um PPR para os que orbitam à volta do Governo


“Este Governo Regional foge da fiscalização como o diabo foge da cruz"





"Eu não queria que existisse um PRR que fosse mais um plano de poupança reforma para aqueles que orbitam à volta do Governo Regional e do orçamento regional e que possam encher os bolsos”, disse o dirigente socialista, adiantando ver “muita cobiça” relativamente aos milhões que poderão chegar.

Esta declaração foi do líder socialista madeirense, Paulo Cafôfo, hoje, no âmbito das Jornadas Parlamentares do Partido Socialista, que decorreram no salão nobre da Assembleia Legislativa da Madeira, com a presença do ministro do Planeamento, por videoconferência.

Paulo Cafôfo criticou o chumbo da maioria à proposta do PS de criação de uma comissão regional de acompanhamento ao PRR, para depois o Executivo anunciar, no dia seguinte, uma comissão que exclui a Assembleia e os partidos políticos. “Este Governo Regional foge da fiscalização como o diabo foge da cruz”, acusou.

De acordo com Paulo Cafôfo, o que o Governo Regional quer é que não existam concursos públicos, júris, procedimentos e reclamações. “Quer que aquilo que vem do Governo para si seja depois aplicado não para benefício de todos, mas para benefício de alguns”, denunciou, acrescentando que “a única forma de termos outro rumo para a Região é termos outro Governo e esse Governo ser liderado pelo PS”.

O responsável apontou dados preocupantes relacionados com o risco de pobreza (que atinge inclusivamente pessoas que estão empregadas), com o desemprego, com a qualificação e com a fragilidade dos setores produtivos, considerando que há que olhar para o PRR com olhos de futuro, visando uma região mais resiliente e uma economia mais robusta.

Por seu turno, o ministro do Planeamento, como refere uma nota do PS, adiantou que, aquando da preparação do Plano de Recuperação e Resiliência, o Governo da República teve a preocupação de que este instrumento contemplasse uma discriminação positiva para as Regiões Autónomas.

Tal como explicou Nelson de Souza, que participou nas jornadas por videoconferência, as duas regiões – Madeira e Açores – representam cada uma 2,5% da população total de Portugal, pelo que, “como sinal de discriminação positiva na afetação dos dinheiros do PRR, o que se decidiu foi afetar 10% dos recursos às Regiões Autónomas (5% para cada).

No caso da Madeira, o ministro deu conta que 4% das verbas, correspondentes a 561 milhões de euros, são para programas propostos pelo Governo Regional, sendo que existe uma janela de oportunidade de 136 milhões de euros (1%) para candidaturas de projetos da Região a medidas de âmbito naciona

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