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  • Henrique Correia

Cafôfo satisfeito com Albuquerque cordato à volta da Lei de Finanças Regionais



Paulo Cafôfo recorda que, no último debate mensal no Parlamento, lançou o repto a Miguel Albuquerque para que fosse possível chegar a uma base de entendimento e congratula-se que tal tenho acontecido.

Miguel Albuquerque e Paulo Cafôfo " deram as mãos" para um projeto comum em matéria de interesse da Madeira: revisão da Lei das Finanças Regionais. Parecia impossível, até há bem pouco tempo, mas parece viável agora. Cafôfo diz que liderou esta luta e mostra-se satisfeito que Albuquerque tenha aceite o desafio.

hoje, o presidente do Partido Socialista-Madeira congratulou-se com o facto de o presidente do Governo Regional e do PSD-M ter aceite o repto para um entendimento em torno da revisão da Lei das Finanças Regionais e lança o desafio para que sejam postas de parte as clivagens partidárias, de modo a que seja possível atingir este objetivo.

Em conferência de imprensa realizada esta manhã por via eletrónica, Paulo Cafôfo disse que o PS «está muito empenhado em aprofundar e reforçar a nossa Autonomia», sendo por isso que tem liderado o debate sobre a revisão da Lei das Finanças Regionais.

"No meu entendimento, não é possível termos autonomia política sem autonomia financeira. Temos de ter mais recursos financeiros para podermos ter mais opções e aquele que é o direito fundamental de sermos uma Região Autónoma – o direito à diferença», sustentou Cafôfo, como cobsta de una nota do gabinete de comunicação do partido.

É nesse sentido que os socialistas têm delineado diversas etapas para a Região poder ser bem-sucedida neste processo, a começar pela apresentação de propostas concretas. Isto porque, tal como salientou Paulo Cafôfo, «não podemos continuar numa retórica política que se limita a uma guerrilha contra Lisboa, sem apresentar dados concretos, sem dizermos claramente aquilo que pretendemos e aquilo que propomos para uma revisão da Lei das Finanças Regionais».

Tal como adiantou o dirigente, o PS-M defende o aumento do diferencial fiscal, a igualdade nas transferências entre as regiões autónomas da Madeira e dos Açores, o aumento das transferências de verbas para o Fundo de Coesão, alterações aos limites de endividamento e a capitação do IVA.

Paulo Cafôfo recorda que, no último debate mensal no Parlamento, lançou o repto a Miguel Albuquerque para que fosse possível chegar a uma base de entendimento e congratula-se que tal tenho acontecido. «Nós acordámos que deveríamos constituir uma estrutura de missão para negociar a revisão da Lei das Finanças Regionais, na qual deveria haver um representante do PS e um representante do PSD», referiu, acrescentando que será o próprio a representar o PS. «Isso é revelador da minha vontade política, do meu comprometimento pessoal nesta matéria e do meu empenho em lutar contra as dificuldades que antevejo que irão existir em Lisboa, porque, infelizmente, o centralismo é algo que faz parte das direções nacionais de todos os partidos», afirmou Paulo Cafôfo.

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