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  • Henrique Correia

Calado acusa Câmara de dar serviços de chá e de café com o símbolo da Autarquia


Candidato PSD/CDS acusou o actual executivo de "perseguir funcionários da autarquia que assumem ter outras opções políticas distintas do presidente".



Foi uma declaração "musculada" aquela que Pedro Calado, candidato do PSD/CDS ao Funchal, fez hoje na apresentação da candidatura à Junta do Imaculado Coração de Maria, liderada por Pedro Araújo. Calado acusou o actual executivo de "oferecer serviços de chá e de café com o símbolo da autarquia".

O candidato também acusou o actual executivo de perseguir funcionários da autarquia que assumem ter outras opções políticas distintas do presidente e garante que dado este conjunto de anomalias só há um caminho a seguir nas próximas eleições: “Nós temos que pôr no poder aquilo que a população quer e o que a população quer é uma cidade de desenvolvimento, de trabalho de crescimento e sustentabilidade”.

Segundo uma nota da candidatura "um dos reparos deriva da incoerência da coligação no poder. “Dizem que não há dinheiro para investimentos mas estão a fazer ofertas nas casas das pessoas - serviços de chá e de café com o símbolo da autarquia - em troca de votos. "As pessoas não gostam de ser compradas desta maneira. São elas que têm vindo ter comigo denunciar estas situações. Nós não podemos permitir este tipo de actuação”, revela Pedro Calado.

A segunda observação decorre da má gestão dos dinheiros públicos. Pedro Calado considera ser vergonhoso “passar 18 anos e ver o parque imobiliário da cidade do Funchal igual ao que foi construído no nosso tempo”, lamentando a existência de “bairros camarários completamente decadentes que não têm manutenção por este executivo”. Neste quadro, também não entende porque é que o actual presidente ainda diz que estava à espera de fazer um contrato-programa. “Não brinquem connosco porque se houve alguém que investiu no concelho do Funchal e em todas as freguesias foi o governo regional. Se não fosse este investimento que foi feito ao longo do tempo através do governo que investimento é que a CMF fez nos últimos anos. Onde pára o dinheiro da autarquia? Eu não consigo perceber se não há investimento e ainda contraíram um empréstimo de 10 milhões à banca onde está o dinheiro”, refere,

O problema não é só falta de investimento. Pedro Calado faz uma crítica contundente à propaganda feita à custa do erário. “Nós passamos nas ruas do Funchal e vimos grandes cartazes pagos com o dinheiro da Autarquia. Eu vejo nos mupis uma plataforma digital com fotografias e mais fotografias do presidente. Para isto há dinheiro?”, observa.

Pedro Araújo considera que o Funchal não pode ser o “laboratório” de aprendizes e de pessoas sem experiência, sob pena do caos, que hoje caracteriza a cidade e se agrava ainda mais.

“Não queremos políticos que se alimentem dos pobres para ganhar votos. O que necessitamos é de decisores políticos que combatam a pobreza através da criação de emprego. Como diz o Dr. Pedro Calado o que está em causa nestas eleições é também se queremos ser uma cidade pobre, com políticas assistencialistas, ou uma cidade desenvolvida, onde os cidadãos tenham a oportunidade de viver uma vida condigna e autónoma”, referiu o candidato.



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