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  • Henrique Correia

Calado admite que governo pode aligeirar medidas na próxima avaliação


Em cima da mesa está o recolher obrigatório e os horários da restauração. Se o estado de emergência não for renovado, a Região é obrigada a deixar cair o recolher



O Governo Regional deverá aligeirar as medidas de contenção à Covid-19 na Madeira, na próxima reavaliação, para o período após 26 de abril. Essa possibilidade foi hoje avançada pelo vice-presidente do Executivo, Pedro Calado, à margem da inauguração do Espaço Cidadão na freguesia de Santo António. Além disso, se o estado de emergência não for renovado, a partir de 30 de abril, a Madeira não poderia manter qualquer recolher, uma vez que esta medida só está protegida legalmente pelo estado de emergência.

As declarações de Calado preparam já um posicionamento de mudança de restrições, após uma avaliação de dois períodos de 7 dias após o início das aulas presenciais do último grau de ensino e retomar. O primeiro disses períodos já passou, sendo provável que essa avaliação possa resultar num aligeiramento de medidas.

Albuquerque tinha condicionado esse aligeirar, que na prática significa acabar com o recolher obrigatório e alargar o horário de funcionamento do restaurantes e bares, à forma como vai evoluir a reabertura das aulas presenciais, considerando que em primeiro lugar está a Saúde e depois interesses setoriais, referindo-se a reações de empresários, que já aguardavam o aligeirar na última avaliação.

Relativamente à situação nas escolas embora a avaliação seja global, dos 14 dias, temos hoje registos confirmados pela secretaria regional da Educação, apontando para seis casos positivos em crianças/alunos e um caso positivo num formador, que resultaram no confinamento de seis salas/turmas, num total de 115 crianças/alunos, seis docentes e quatro não docentes.

Relativamente à inauguração das instalações do novo "Espaço Cidadão", situado na freguesia de Santo António, que assinalou o 17º aniversário da Loja do Cidadão, surge da formalização de "um protocolo de cooperação realizado entre a Loja do Cidadão e a Casa do Povo daquela freguesia, com o objetivo de descentralizar vários serviços importantes para um dos maiores núcleos populacionais do Funchal e de forma a prestar ao cidadão mais e melhores serviços, agilizando respostas e, sobretudo, reduzindo custos de contexto e tempo", explica uma informação do Governo.


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