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  • Henrique Correia

Calado admite ser candidato ao Funchal; era a declaração que faltava


"Se o partido assim entender, se isso for o melhor para a Região e o melhor para o Funchal, não tenho qualquer problema em encarar isso como um desafio positivo"


Foi hoje, num ato público, que Pedro Calado, o vice-presidente do Governo Regional, admitiu a candidatura, pela coligação PSD/CDS, à Câmara do Funchal, nas próximas eleições autárquicas. "Se o partido assim entender, se isso for o melhor para a Região e o melhor para o Funchal, não tenho qualquer problema em encarar isso como um desafio positivo, quer para a Câmara, quer para a população".

Pronto, já está praticamente definido, mesmo que Calado diga, também, que é cedo e que o foco é, neste momento, a ação governativa.

Claro que o partido quer. E claro que Miguel Albuquerque quer mais, já queria antes, quando Pedro Calado não queria e disse-o em círculos privados. Não queria mesmo e depois não tinha a certeza de vencer Miguel Gouveia, não obstante estar consciente da sua popularidade no Governo, ao ponto de ser considerado o ponto de equilíbrio desta coligação governativa entre PSD e CDS.

Mas então, se é ponto de equilíbrio, a sua saída será o ponto de desequilíbrio, do género sacrificar o Governo por um desafio que só se saberá se está ganho na contagem dis votos? Fica a questão.

Calado mudou de opinião, passaram alguns meses e as sondagens ajudaram o ego e o que pretendia Albuquerque, que segundo soubemos, terá na manga o nome de Jaime Filipe Ramos, nada consensual dentro do partido, para eventualmente integrar o Governo. Uma hipótese muito consistente para Albuquerque e muito pouco consistente para o resto.

Com esta declaração de hoje, Calado tira as dúvidas. Mas se assim for, o Governo fica mais fraco. E não se sabe se o PSD fica mais forte no Funchal. O candidato é firte, a candidatura é forte. Mas é preciso ganhar.









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