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  • Henrique Correia

Calado clarifica o que estava claro: quer o Lidl no Funchal mas na Cruz Vermelha não


Presidente da Câmara sentiu necessidade de clarificar o que já estava claro: "Os pareceres dos técnicos da autarquia foram desfavoráveis, principalmente, mas não só, pelas condicionantes que adviriam em termos de mobilidade, com a circulação de veículos pesados e de viaturas contentorizadas".


Em novembro de 2021 representantes do Lidl foram recebidos na Quinta Vigia.



O presidente da Câmara do Funchal não sai do registo de inviabilidade do Lidl no quarteirão da Madeira Wine, no Largo da Cruz Vermelha, mas apesar dessa posição estar mais do que clara desde os sucessivos chumbos, primeiro do vereador João Rodrigues e depois do próprio Calado, a verdade é que o líder da Autarquia funchalense voltou a tocar no assunto num artigo de opinião publicado no Diário. Parece que não, mas um investimentos destes mexe com alguns interesses e alguma pressão assumida sob diferentes formas.

Esta necessidade que Calado sente de voltar ao assunto, sem qualquer dado novo a acrescentar desde a posição anterior, a não ser a disponibilidade de Santa Cruz abrir portas ao grupo empresarial, revela alguma preocupação do autarca em deixar claro que a Câmara do Funchal não tem qualquer resistência ao investimento do Lidl e pretende manter o investimento no Funchal.

No artigo no DN, Pedro Calado afirma querer que "fique bem claro que a Câmara do Funchal nada tem contra a vinda do LIDL para o Funchal". E reafirma que "queremos e aceitamos o investimento deste importante grupo económico, razão pela qual já foram dados pareceres favoráveis a três projetos apresentados, não sendo, contudo, adequado o licenciamento de uma grande superfície comercial no Largo Severiano Ferraz, por se tratar de uma zona central, histórica, de edificação bastante antiga, com uma traça muito específica, protegida pelo PDM, em que todos os pareceres dos técnicos da autarquia foram desfavoráveis, principalmente, mas não só, pelas condicionantes que adviriam em termos de mobilidade, com a circulação de veículos pesados e de viaturas contentorizadas.

Estamos, como sempre o dissemos desde início, interessados em viabilizar o investimento na cidade, mas dentro daquilo que a lei nos permite".

O retalhista Lidl anunciou a expansão da sua operação à na Madeira, num investimento avaliado em 100 milhões de euros, estando planeada a abertura das primeiras três lojas em 2023. Serão criados cerca de 150 novos postos de trabalho, estando as compras a fornecedores Madeirenses, comerciais e de serviços, avaliadas em cerca de 20 milhões de euros.

Miguel Albuquerque, presidente do Governo Regional, recebeu representantes do grupo, na Quinta Vigia, em novembro de 2021. Nesse momento, Albuquerque disse que “a expansão da operação do Lidl à Madeira é sem dúvida uma boa notícia. Trata-se de uma empresa internacional, de grande credibilidade, e para a Madeira será muito importante este investimento de 100 milhões de euros e 150 postos de trabalho, em 2023".



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