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  • Henrique Correia

Calado mete Polícia Municipal na "gaveta"; "Jardim trouxe alma ao nosso partido"


O presidente eleito da Câmara Municipal do Funchal diz que nunca será desleal para com Albuquerque




O presidente eleito na Câmara Municipal do Funchal foi "recrutado" como figura de peso no Governo Regional em missão para este desafio difícil de ganhar a principal Câmara da Região. Ganhou Albuquerque nesta vitória muito pessoal de Pedro Calado.

O novo líder da Autarquia funchalense concede hoje, ao JM, uma entrevista que, em síntese, define as linhas gerais da gestão para quatro anos.

Calado tem necessidade de deixar claro que nunca será desleal a Miguel Albuquerque, procurando responder aos que defendem que esta vitória representa um passo relevante para chegar à liderança do partido e do Governo Regional, o que para isso acontecer não significará, necessariamente, deslealdade para com o líder. O mais natural, num horizonte médio, é Pedro Calado assumir outras responsabilidades depois de um percurso onde teve a "arte" de deixar "sementes" de apoio, no mundo empresarial com larga implantação, bem como no consenso conseguido nas diferentes tendências dentro do PSD Madeira.

Curiosa a declaração que, no PSD, há muito para mudar, numa espécie de reconhecimento que a estrutura social democrata precisa de ajustamento, além de revelar, subrepticiamente, uma vontade de mudar, quem sabe mesmo, ser o percursor da mudança.

Na entrevista ao JM, Calado anuncia ainda que vai colocar de lado o projeto da Polícia Municipal, que era uma das apostas da vereação de Miguel Gouveia.

Quanto aos apoios sociais, é para manter, não vai acabar com eles, como esclareceu dias antes das eleições. Mas tem um "mas": quem quiser ter apoios, vai ter que trabalhar, uma posição na linha do que tem defendido inclusive naquilo que parece quase impossível, colocar os sem abrigo em formação e integrá-los no trabalho.

Sobre Jardim, Calado faz uma declaração curiosa: "Ver um homem como Alberto João Jardim, com 80 anos, três horas seguidas no porta a porta, é fantástico. As pessoas desciam para dar um abraço. Isto trouxe uma alma ao nosso partido e não há outro que a tenha".












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