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  • Henrique Correia

Calado prepara ação em grande para o Dia da Cidade e até aí fica no Governo


Informação de tomada de posse do novo secretário regional a 16 de agosto e saída simultânea do vice presidente colide com declarações do próprio Calado: sair, sim, mas nunca antes do final do mês. Mas na prática, pode haver posse sem saída do vice agora.




Uma notícia do DN Funchal de hoje dá conta que o novo secretário regional com a tutela das Finanças, Rogério Gouveia, toma posse na próxima segunda-feira, 16 de agosto, dia em que, segundo o mesmo jornal, citando "fontes", sairá o vice presidente Pedro Calado, para se dedicar, em exclusivo, aos compromissos de candidatura à Câmara do Funchal.

Acontece que o próprio Pedro Calado, em declarações à Antena Um, garantiu hoje que vai sair do Governo mas nunca antes do final do mês, o que anula parte da informação da sua saída em simultâneo com a entrada de Rogério Gouveia. Sabe-se inclusive, por outras fontes da candidatura de Calado, que o vice presidente vai manter o que prometeu, sair até final do mês, até porque segundo nos foi dado saber o "Funchal Sempre à Frente" prepara uma ação em grande para o Dia da Cidade, dando um simbolismo a este 21 de agosto à conta de uma estratégia que visa dar tudo para a recuperação da Autarquia mais importante da Região, neste momento sob liderança da coligação Confiança.

Mas tomando como boas as "fontes" que revelaram ao DN o dia da posse de Rogério Gouveia, 16 de agosto, mas também acreditando como certas as declarações de Pedro Calado, de saída nunca antes do final de agosto, isso significaria que Miguel Albuquerque poderá proceder a dois momentos distintos de alteração orgânica do Governo, um antes de 16 de agosto para criar a nova secretaria de Rogério Gouveia, outro aquando da exoneração do vice presidente, consequente extinção da vice presidência e ainda o novo estatuto orgânico, em termos de poderes, para Jorge Carvalho, que ficará responsável pela coordenação entre o Executivo. Esta parte é possível no momento da saída de Pedro Calado.

Este figurino, viável mas pouco prático, pode vir a ser opção face à intenção de Calado e às informações veiculadas pelo Diário, certamente com origem interna no Governo. Não se tratando de uma substituição de secretarias, é bem possível que durante 15 dias o Governo seja maior do que há é para articular intenções e posições. Pelo menos é isso que transparece em função do que afirma Pedro Calado.


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