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  • Henrique Correia

Calheta faz homenagem aos seus combatentes com a inauguração de monumento


"Cerca de 10 mil mortos e o dobro em incapacitados permanentes, foi o custo mais grave — mas não o único — desses anos de chumbo", lembrou o Representante da República.








Aconteceu esta quinta-feira, na Calheta, a inauguração do monumento em Homenagem aos Combatentes do Concelho na Guerra do Ultramar, uma cerimónia que teve a presença do Representante e das principais entidades regionais.

A Câmara da Calheta lembra que o momento marcou o arranque das comemorações de mais um aniversário do Município, que se assinala no próximo dia 24 de junho.

"O reconhecimento aos ex-combatentes ficará perpetuado numa escultura que acaba de ser implantada no jardim em frente aos Paços do Concelho. Um trabalho da artista Patrícia Sumares, natural do Jardim do Mar, a quem agradecemos pelo talento e por esta obra magnífica, que é uma justa e merecida homenagem aos que lutaram pela nossa Pátria", pode ler-se no Facebook do Município.

Na sua intervenção, o Representante da República lembrou que "os combatentes são um exemplo para todos nós e devem ser apontados às gerações futuras como modelo pelo que representam de altruísmo, de coragem, de espírito de sacrifício, de abnegação e de devoção aos valores superiores da nossa Pátria".

Barreto disse que que "as Forças Armadas, hoje como no passado, sempre disseram presente quando foram solicitadas. Sem reservas ou preconceitos, consagraram tanto das suas vidas, muitas vezes até a própria vida, no campo da honra mesmo quando sentiam que estavam a combater numa guerra sem fim e sem futuro. E, na Guerra do Ultramar, caíram muitos dos nossos camaradas, de que vós, membros da Liga dos Combatentes, sois os lídimos representantes".

Representante recordou, ainda, que "a Guerra do Ultramar foi o último conflito de grande escala que implicou todos os Ramos das nossas Forças Armadas e que envolveu o nosso País como um todo num ambiente de guerra. Noventa por cento dos nossos jovens foram mobilizados para um papel que tantos não aceitavam ou não compreendiam sequer. Cerca de 10 mil mortos e o dobro em incapacitados permanentes, foi o custo mais grave — mas não o único — desses anos de chumbo.

Não há, pois, maior justiça do que homenagear esses Combatentes, e hoje, em particular, os do Concelho da Calheta".

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