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  • Henrique Correia

Candidato exige demissão de Sérgio Abreu da Comissão Organizadora do Congresso


Miguel Fonseca reage à candidatura de Sérgio Gonçalves e alerta para a possibilidade de haver "eleições internas sob o signo da desigualdade de candidaturas, o que é impróprio de um partido como o PS".




A candidatura de Sérgio Gonçalves à liderança do PS Madeira já veio provocar uma reação de outro candidato, Miguel Fonseca, que na sua página de Facebook apontou duas contradições do candidato apoiado pela ala de Cafôfo e defendeu a demissão do presidente da Comissão Organizadora do Congresso, Sérgio Abreu.

Diz o professor candidato que "o anúncio da candidatura de Sérgio Gonçalves à liderança do PS deve ter uma consequência: demissão imediata do presidente da COC, Comissão Organizadora do Congresso. As eleições internas num partido não o fragilizam, antes o fortificam, o que pode prejudicar é a falta de condições de igualdade de candidaturas".

Miguel Fonseca escreve que anota "duas contradições na candidatura do deputado Sérgio Gonçalves. O candidato revela a intenção de só iniciar a sua campanha a partir de 30 de janeiro, data das eleições legislativas nacionais, como se a democracia interna não fosse absolutamente necessária como condição para exigir a democracia externa. O candidato tem a legitimidade de gerir politicamente a sua candidatura, mas, se acha que as eleições nacionais impedem a disputa democrática interna, porque é que não se opôs, no local e no momento próprios, à marcação das eleições internas para 19 de fevereiro?

A segunda contradição: se assim é, porque é que anuncia a sua eleição agora e não a 30 de Janeiro à noite? Pois é, a minha candidatura veio precipitar a candidatura que se pretendia do silêncio e do poder estabelecido interno. A resposta é óbvia. O candidato tem o apoio do “establishment”, isto é, do poder interno instituído".

Mas a sua declaração levanta um problema, refere Miguel Fonsrca: "Nos meus contactos com as estruturas do partido para o lançamento do meu processo de candidatura, verifiquei que o presidente da COC tem a mesma posição deste candidato, isto é, que não é curial que a disputa interna se desenrole antes de 30 de janeiro: O que significa que, para os contactos com os militantes, tendo as eleições internas sido marcadas para 19 de fevereiro, só restariam cerca de duas semanas e meia. O que isto revela é que há uma tentativa de congelamento do processo eleitoral interna pelas estruturas que deviam manter a isenção no processo eleitoral. Um congelamento da democracia interna, por suposta contradição com a democracia externa, e ao serviço de uma candidatura forjada no silêncio dos deuses.

Por essa razão, em carta ao presidente da COC, enviada ainda antes deste anúncio de candidatura de Sérgio Gonçalves, coloquei-lhe a questão de ponderar a sua demissão, uma vez que não concordava com o desenvolvimento livre de candidaturas antes de 30 de janeiro, e agora percebe-se porquê, quando a Comissão Regional, ao marcar as eleições internas para o dia 19 de Fevereiro, tinha desencadeado o processo eleitoral interno.

Perante as circunstâncias, exijo, perentoriamente, que o presidente da COC apresente a sua demissão da função que ocupa, sob pena de termos eleições internas sob o signo da desigualdade de candidaturas, o que é impróprio de um partido como o PS".

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