Buscar
  • Henrique Correia

Candidato socialista defende gestão da pandemia diferente para o Porto Santo


Miguel Bruto: “É claro que não podemos ter um desconfinamento total cá na ilha, mas é preciso diferenciar a situação da ilha do Porto Santo da situação da ilha da Madeira”



O deputado socialista Miguel Brito, candidato do PS à Câmara Municipal do Porto Santo, veio hoje a público defender um plano de gestão da pandemia que seja adequado à situação epidemiológica da ilha.

Em conferência de imprensa realizada por via eletrónica, o parlamentar afirmou que, a poucos dias da Páscoa, “o Porto Santo encontra-se em situação de total agonia financeira, em resultado do encerramento ao exterior e da imposição de medidas que os empresários locais continuam a não compreender, dado que o rastreamento a residentes e não residentes está a ser feito”. “O Governo Regional, na verdade, não sabe e parece não querer fazer evoluir o Porto Santo”, acusou o socialista.

O parlamentar referiu que o desemprego tende a aumentar e lembrou que este era o período em que os agentes locais de turismo começavam a contratar recursos. No entanto, os empresários locais dizem não entender esta indefinição por parte do Executivo madeirense e questionam de que serve o Porto Santo ser dos destinos mais seguros se não há promoção diferenciada do destino.

Por outro lado, o deputado socialista acusa a autarquia porto-santense de, neste momento, estar “preocupada com eleições” e não estar “focada naquilo que interessa para o Porto Santo, que é, verdadeiramente, a definição clara de um plano de desconfinamento apropriado, com flexibilidade para se ir ajustando ao evoluir da situação epidemiológica na ilha, mas sobretudo para agir agora, em função de um futuro económico bastante incerto, com a promoção da ilha como destino seguro”. “Estar à espera que a pandemia acabe para agir é surreal. Isso, sim, é que é surreal”, frisou.

“É claro que não podemos ter um desconfinamento total cá na ilha, mas é preciso diferenciar a situação da ilha do Porto Santo da situação da ilha da Madeira”, afirmou, acrescentando que, “se há controlo epidemiológico à entrada – e bem –, não se compreende que as medidas adotadas na Madeira se apliquem de igual modo no Porto Santo”.


4 visualizações