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  • Henrique Correia

Candidato socialista no Porto Santo critica cativação da receita em ano difícil


Miguel Brito acusa Câmara de Idalino: "Decidiu não executar os investimentos previstos, nem reencaminhar essas verbas para o comércio local, fortemente fustigado pela pandemia”.



O deputado Miguel Brito, candidato já anunciado do PS à Câmara do Porto Santo, nas próximas eleições autárquicas, considera que "a Câmara Municipal do Porto Santo prejudica a população e empresas locais ao decidir não executar mais de 20% da receita de 2020, um excedente que transitou para o presente ano, num valor aproximado de 1.5 milhões de euros".

“É incompreensível que tal aconteça no ano em que as famílias e empresas mais precisam de apoios”, afirma o deputado que rotula a situação de péssima gestão dos fundos camarários.

A Câmara Municipal do Porto Santo apresentou uma taxa de execução da receita na ordem dos 98,2%, por outro lado, a execução da despesa cifrou-se apenas em 71,89%, sendo ainda que a taxa de execução do Plano Plurianual de Investimentos situou-se nos 44,1%.

Miguel Brito considera, numa nota enviada à comunicação social, que a Autarquia lesa a população com esta opção, justificando que “numa altura em que se exigia uma ação ativa da Câmara no apoio às empresas locais e à população, o município fez precisamente o contrário, decidiu não executar os investimentos previstos, nem reencaminhar essas verbas para o comércio local, fortemente fustigado pela pandemia”.

“Nunca é demais recordar que em 2020, em resultado da pandemia, o Porto Santo sofreu uma enorme redução da atividade económica em particular no setor do turismo, e esses efeitos começaram a fazer-se sentir logo no início da pandemia, o que justificaria a implementação de medidas por parte do executivo ao invés de reter verbas e não as executar”, acrescenta.

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