Canto do Muro III já com problemas quando foi comprado
- Henrique Correia

- 21 de ago. de 2025
- 2 min de leitura
Miguel Gouveia questiona: "Não estaremos hoje a repetir a mesma história, quando vemos prédios de "habitação a custos controlados" financiados pelo PRR a serem construídos em contrarrelógio"?

O empreendimento Canto do Muro III é para demolir. A 7 de junho de 2023 14 famílias foram retiradas devido à instabilidade estrutural do edifício que segundo a autarquia estava em risco de ruir. Passaram dois anos, desde então, e o prédio está ao abandono e apresenta vários sinais de degradação. Agora, é para demolir. "Quem nasce torto, tarde ou nunca se endireita", diz o povo. E isto porque em outubro de 2002, portanto há quase 23 anos, uma capa do Diário já dava conta de problemas estruturais. O prédio foi concluído em agosto desse mesmo ano
A aquisição dos 48 fogos, 24 T2 e 24 T3, deu-se em 2001, a um privado, na gestão autárquica de Miguel Albuquerque, por 3.604.991.96 euros. O projeto de arquitetura foi de Teresa Ferraz, a empresa construtora foi a de Américo Gonçalves e a empresa promotora foi a AG Trading Limited. Os problemas já eram conhecidos e registou-se inclusive a intervenção do Laboratório Regional de Engenharia Civil (LREC), cujo parecer foi no sentido de obras de reforço, mas nunca apontou à demolição.
Estas e outras observações foram feitas, há alguns dias, pelo vereador Miguel Gouveia, da Confiança, que aponta inconsistência das decisões camarárias, que primeiro compra um edifício com problemas e só 23 anos depois conclui pela demolição.
Miguel Gouveia deixa, face à realidade, algumas questões para resposta das entidades e reflexão generalizada:
"Quem assume, afinal, as responsabilidades políticas e financeiras desta decisão?
- Porque foi feito um negócio ruinoso para a cidade, sabendo-se de antemão os riscos e as falhas?
- E mais importante: não estaremos hoje a repetir a mesma história, quando vemos prédios de "habitação a custos controlados" financiados pelo PRR a serem construídos em contrarrelógio por promotores privados, para serem vendidos ou arrendados ao Estado?



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