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  • Henrique Correia

Captura do pescado tem indicadores próximos dos valores antes da pandemia


Os valores atuais estão a 25 por cento dos resultados apurados nos cinco anos anteriores à crise sanitária, incluindo 2019



A secretaria regional de Mar e Pescas fez uma pesquisa e concluiu que o pescado descarregado nas lotas da Região, entre 2020 e 2021, anos de crise pandémica da Covid 19, quando comparado com os valores dos cinco anos anteriores, revelam que o setor das pescas está em franca recuperação e a aproximar-se da média dos anos de normalidade social e económica, quer em volume de peixe descarregado, quer no valor da primeira venda em lota".

Lembra uma informação da secretaria de Teófilo Cunha que "o setor nunca paralisou totalmente, mas a pandemia afetou fortemente todos os sectores de atividade económica regional. Mesmo assim, pescadores e armadores asseguraram sempre as necessidades de consumo das populações, mas com a restauração e hotelaria encerrados, as exportações inexistentes e o consumo interno em baixa, as capturas desceram para metade.

Esta situação levou o Governo Regional, através da secretaria regional de Mar e Pescas, a conceder um apoio financeiro aos pescadores e armadores na ordem dos dois milhões de euros, verbas que foram suportadas pelo Orçamento da Região".

A mesma nota refere que "a faturação acompanhou a tendência de descida na mesma proporção, nos períodos mais críticos da pandemia, com quebras nas capturas e nas receitas na ordem dos 50 por cento. Os dados mais recentes indicam que os valores atuais estão a 25 por cento dos resultados apurados nos cinco anos anteriores à crise sanitária, incluindo 2019 que foi o “melhor ano de sempre” dos últimos 12 anos, com a faturação a ultrapassar os 22 milhões de euros e 8 toneladas de pescado".

Passados três meses do maior alívio das restrições de combate à Covid 19 (muito embora o cenário em novembro volte a registar um aumento do número de pessoas infetadas) e com a abertura da hotelaria e da restauração, do aeroporto e +do porto de cruzeiros e o regresso da população residente a alguma normalidade, os serviços da secretaria regional de Mar e Pescas compararam os dados do pescado descarregado nos quase dois anos que já levamos de pandemia com os cinco anos anteriores a ela.

Os dados apurados pela direção regional de Pescas até ao mês de outubro de 2021 (ficam por adicionar os valores referentes a novembro e dezembro), indicam, por exemplo, que o pescado descarregado entre janeiro e outubro de 2021 (10 meses) apresenta valores já muito próximos de 2015.

Com efeito, em 2015 o volume de peixe descarregado nas lotas atingiu 5 641 toneladas e 15,6 milhões de euros (12 meses), em 2021 (apenas nos primeiros 10 meses), foram capturadas 5 toneladas e faturados 13 milhões de euros

Em 2016, as lotas receberam 5,8 toneladas de pescado que renderam 15, 4 milhões de euros. Em 2017, 8 toneladas e 22 milhões de euros. Em 2018 7,5 toneladas e 19 milhões de euros. Em 2020 foram cerca de 5 toneladas e 15 milhões euros.


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