Buscar
  • Henrique Correia

Carlos Pereira irritado com "críticos do Governo" diz não estar agarrado a nada, só ao Marítimo


Presidente "verde-rubro" dá confiança à equipa técnica e promete vitória em Portimão para tirar a equipa do último lugar da I Liga.



Imagem RTP-Madeira


Foi com murros na mesa, pelo meio, que o presidente do Maritimo reagiu, visivelmente irritado, ao que podemos chamar de "críticos do Governo". Mais do que a posição da equipa, que pior era impossível, último lugar da I Liga, isolado e com 17 pontos, não ganha há seis jogos, cinco para o campeonato, o líder surge agastado, mesmo, com os que passam tempo a escrever sobre o clube. Marcou bem os "alvos".

Para já, confiança à equipa técnica e aos jogadores. A reviravolta, promete, diz que é um compromisso, é já domingo, em Portimão, que tem 19 pontos. No fundo, fazer fora o que não faz em casa.

A "revolta" de Carlos Pereira foi numa conferência de imprensa, o que no Marítimo tem sido uma raridade, não obstante competir ao mais alto nível e a esse mais alto nível ser normal as conferências de imprensa. Certamente, também aqui, um mau momento do clube, que os adeptos esperam passageiro. Os adeptos e, se calhar, os jornalistas.

Carlos Pereira deixou claro que se alguém quer ganhar é o presidente, é o treinador, como se sabe é Milton Mendes, são os jogadores. "E nós temos esse compromisso e vamos colocá-lo em prática", prometeu o líder desde há longos anos.

O presidente apresentou-se com "cara de poucos amigos" e viu-se que não estava para brincadeiras. Diz que não está agarrado ao poder, aos lugares, afirma que só está agarrado à instituição. No fundo, é o que dizem os críticos. A instituição é o Marítimo. Diz que quer o melhor para a instituição, afirma não ser um "servilista", no fundo um servil, um servo um condescendente. Diz que é, isso sim, um "otimista".

Carlos Pereira não perde tempo e atira-se a quem vem criticar, alguns que estão dentro do Governo e que "têm tempo para escrever e também deviam ter tempo para ajudar a resolver a dívida crónica que aqui está. Ir à rua passar umas multas é fácil, arranjar dinheiro para pagar ao fim do mês é que é mais difícil. Tenham a coragem de enfrentar o Governo, dois desses críticos são da Função Pública, ajudem a resolver a dívida crónica da instituição".




6 visualizações