Carlos Pereira não percebe estratégia do PS-M: como pode surgir alternativa?
- Henrique Correia

- 15 de nov. de 2024
- 2 min de leitura
"Pelo que se sabe o PS M votará contra o orçamento pelo que ainda se torna mais incompreensível insistir na discussão do orçamento".

O antigo líder socialista madeirense e atual deputado na República Carlos Pereira não entende a estratégia do PS Madeira, com liderança de Paulo Cafôfo, ao pactuar com uma ilegalidade para adiar a discussão da moção de censura para 17 de dezembro. O ex-líder fez uma publicação, no Facebook, onde considera que "o cumprimento das regras é umas das peças fundamentais para a salvaguarda da democracia. Cumprir sempre , mesmo que aparentemente não dê muito jeito, a uma determinada maioria, não devia ser negociável . Não está sequer previsto que seja !É esse o cimento que dá aos cidadãos a confiança que torna a democracia um dos sistemas mais poderosos para promover o estado de direito, a liberdade de opinião e expressão política e, não menos importante , a alternância de poder de acordo com o interesse dos cidadãos".
Carlos Pereira escreve que "a direção do PS M não prestou um bom serviço à RAM quando ignorou tudo isto e assentou a sua actuação numa espécie de táctica algo injustificável . Se a ideia é não dar nenhum argumento para a queda do governo então falhou o caminho : falhou quando foi a reboque do chega recusando apresentar uma moção de censura própria e falha agora quando não se opõe à violação das regras".
E diz mais: "De resto ainda sobra outro facto: pelo que se sabe o PS M votará contra o orçamento pelo que ainda se torna mais incompreensível insistir na discussão do orçamento . Sobretudo num quadro de violação da lei . Finalmente, se o orçamento não passar ( e o PS M parece que não tem intenções de contribuir para isso) para que serve a moção de censura ? Habitualmente, nada indica que será diferente, sem orçamento o PR dissolve a ALRAM e convoca eleições . Nesta deambulação infernal, mas sobretudo incompreensível é difícil entender onde e como pode surgir uma alternativa sólida e de confiança".





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