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  • Henrique Correia

Carlos Pereira: "Não sei onde Sérgio Gonçalves aprendeu Economia..."


Duarte Caldeira Ferreira sobre Carlos Pereira: "Há quem não se lembre do que defendia num passado não muito distante. Hoje, não sei bem porquê (!!!) defende o contrário. Haja paciência!"




O PS-Madeira lida mal com a normalidade de partido alternativa ao Governo e sempre que há aquilo que parece ser um fôlego, vêm as "feridas" antigas e o partido regressa ao seu estado habitual que impediu, desde sempre, de dar passos concretos em direção ao poder. Não precisa de adversários para cair na "praça" pública de forma tão evidente que alguns socialistas mais antigos chegam a pensar numa fatalidade. Hoje, voltou a dar expressão visível à "guerra fria", com Carlos Pereira, deputado socialista na Assembleia da República, a se meter com o líder Sérgio Gonçalves e com Duarte Caldeira Ferreira a se meter com Carlos Pereira. Está o "caldo entornado".

Sérgio Gonçalves deu hoje uma entrevista ao Funchal Notícias onde afirma que "não há monopólios na Região e se há são "legais" resultantes de concursos públicos abertos só para um candidato.

O líder socialista reafirma o que já é conhecida como posição insistente desta liderança: o fim da derrama para atrair grandes empresas.

Pois bem, face a esta posição da liderança do seu partido, o antigo líder do PS-M e atual deputado na República, já escolhido na era de Sérgio Gonçalves, foi com "tudo", com tudo o que não é unidade interna. E vai daí escreveu isto na sua página do Facebook:

"Há coisas assim …

Não sei onde Sérgio Gonçalves aprendeu economia, mas lamento dizer que está errado . Um monopólio é uma estrutura de mercado onde apenas uma entidade explora esse mercado . Há monopólios naturais ( pode ser o caso da EEM ) e há monopólios administrativos como é o caso da exploração portuária que o Sérgio tem a obrigação de conhecer bem . Portanto é claro que há monopólios na Região e eles por norma não são bons para os consumidores . De resto a exploração portuária é um grande problema estrutural para a Região . Até hoje é um problema para resolver e não havendo concessão também não há contrapartidas para a Região . Um tema que espero que o PS M não abandone . Tem impacto estrutural bem mais grave que a redução de 1pp do IRC ".

Mas se alguém pensa que este caso é episódico, está enganado. Hoje, Duarte Caldeira Ferreira, ex-presidente da Junta de Freguesia de São Martinho e neste momento adjunto de Paulo Cafôfo na secretaria de Estado das Comunidades, partilhou uma posição de Carlos Pereira onde este defendeu, em 2017, a redução de taxas de IRS, IVA, e IRC na Região. No IRS, Carlos Pereira pretendia uma redução de 25% nos primeiros dois escalões, de 20% no segundo escalão, de 15% nos restantes escalões e de 0% no último escalão", com o seguinte comentário na sua página do Facebook:

"Há quem não se lembre do que defendia num passado não muito distante.

Hoje, não sei bem porquê (!!!) defende o contrário.

Haja paciência!"

Sem dúvida que o PS Madeira está a atravessar mais um monento de tensão a um ano das eleições regionais e a poucas semanas da Festa de Verão na Madalena do Mar, onde seria de todo o interesse que o PS-M surgisse unido para poder pelo menos dar a ideia de mobilização.

A verdade é que há ainda crispação interna entre os homens da ala Paulo Cafôfo, que é a mesma de Sérgio Gonçalves, e depois ainda tem de um lado Carlos Pereira que não perde uma oportunidade de apobtar o dedo ao líder, para além da ala Emanuel Câmara, Olavo Câmara e João Pedro Vieira, que no horizonte têm apontado o objetivo de um PS-M de alternativa e não de convulsão permanente.

Aliás, a propósito da entrevista, João Pedro Vieira diz-se "chocado" a propósito do líder dizer que não há monopólios na Região.

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