Buscar
  • Henrique Correia

Carlos Pereira quer ideologias de lado e todos à volta do Plano de Recuperação

O deputado socialista, antigo líder do PS Madeira, diz que "o tremendo clima de incerteza que a crise pandémica provoca e a degradação progressiva e abrupta dos indicadores económicos e sociais exige de nós uma nova atitude, um novo homo politicus”


Carlos Pereira já foi líder do PS-Madeira e agora é deputado na Assembleia da República. Hoje, participou no debate, no Parlamento Nacional, sobre o Plano de Recuperação, e defendeu, bem, do ponto de vista global e partidos à parte, um entendimento alargado tendo em vista a conjuntura que o País atravessa. Seria o ideal num País em crise pandémica, que tem números elevados de infeção, hoje passou dos 800, justificando-se assim uma chamada Operação Integrada, com todos os partidos juntos, à volta de um projeto comum. Muito bem, como princípio bem visto.“O tremendo clima de incerteza que a crise pandémica provoca e a degradação progressiva e abrupta dos indicadores económicos e sociais exige de nós uma nova atitude, um novo homo politicus”, disse. Entende que tem de haver uma capacidade extrema para «deixar cair as divergências políticas e romper com preconceitos ideológicos, para olhar com dignidade e sentido de responsabilidade o nosso Portugal real».

Acreditamos que temos o dever de cuidar do país com genuíno sentido patriótico, sobretudo daqueles que sofrem, dos que desesperam, dos que choram os entes queridos, dos que têm medo da pandemia mas também de perder o emprego ou fechar a empresa ou não ter dinheiro para pagar as contas», sustentou, como revela uma nota do gabinete de comunicação dos socialistas.Carlos Pereira sabe que é isto que está certo e faz bem dizê-lo. Mas também sabe que, na prática, a existência de duas eleições em 2021, uma delas já em janeiro, as presidenciais, outra mais para o final de 2021, as autárquicas, podem comprometer esse entendimento. Carlos Pereira acredita que “divergir incondicionalmente no essencial do Plano é comprometer a sua execução rápida e eficaz, mas também é reduzir a força do país na defesa dos nossos interesses em Bruxelas. «Não falharemos enquanto nação, mas seremos mais ou menos bem-sucedidos se superarmos juntos ou em divergência, respetivamente, esta colossal prova de capacidade e inteligência» referiu.«Estarmos juntos e em convergência significa também dizer não a condicionalidades impostas pela União Europeia e contribuir para estabelecer metas, prioridades e objetivos. Somos nós e não os outros, que vêm de fora, que estabelecem os parâmetros que defendem os portugueses. Estarmos juntos significa também envolver o país inteiro na execução do Plano, descentralizando e dando mecanismos para que, ao nível infra-estadual, da Região e da autarquia, por exemplo, não haja nenhum vazio operacional. Estarmos juntos quer dizer que somos capazes de convergir na remoção dos obstáculos à execução deste programa ambicioso que triplica os meios financeiros disponíveis por ano», sustentou.

5 visualizações