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Carlos Rodrigues "acalma" e "agita" PSD-M: "Não sou delfim mas não abdico de nada"

  • Foto do escritor: Henrique Correia
    Henrique Correia
  • 16 de mar.
  • 2 min de leitura

"Para os que ficaram nervosos e incomodados, não é contra alguém ou algo, é a favor da minha consciência".



As posições assumidas pelo antigo deputado social democrata e atual vice da Câmara do Funchal, Carlos Rodrigues, considerando que não é função do Governo Regional construir campos de golfe, mas sim os privados, causaram um rebuliço inesperado. Sobretudo político, não estamos muito habituados a pensamentos diferentes dentro do mesmo partido, apesar de, à boca cheia, propalarmos a Democracia e elevamos a Autonomia como simbolizando a defesa de um parecer que, a ser, é outra conversa para fiar mais fino.

Miguel Albuquerque desconversou com a "conversa" de Carlos Rodrigues sobre o golfe, disse que pensava igual e que o Governo não vai construir campos, mas proporcionar as condições. Mas outros desconversaram pela parte política, desde interrogação sobre o que estaria na origem desta posição do vice de Jorge Carvalho, ou se estaríamos perante um "embrião" de "delfinato" com aspirações. No fundo, o entendimento que quem fala, do mesmo partido, não é por pensar diferente, porque isso não é aceitável no nosso entendimento democrático vigente, mas por querer o lugar do outro. E isso, por hábito, visa retirar credibilidade ao conteúdo privilegiando a conjetura. Retira debate, do essencial, num instante passa a acessório.

Pois bem, Carlos Rodrigues já veio colocar tudo em "pratos limpos". O argumento da ambição caiu por terra pela palavra do próprio. Mas o escrito que faz "acalma" por não ser delfim, mas "agita" por deixar claro que não abdica de nada:


"Delfim- filho primogénito do rei e herdeiro do trono; sucessor designado.

Não sou nem uma coisa nem outra. Fiquem os eternos e os pretensos delfins descansados.

Sou apenas alguém que pensa e tem opinião. Ao contrário do que dizem, essa opinião é individual e apenas a mim vincula, não vincula instituições, grupos ou entidades.

E, também, para os que ficaram nervosos e incomodados, não é contra alguém ou algo, é a favor da minha consciência. Há quem pense diferente, aceito, só não aceito argumentos falaciosos, incorrectos e manipulados. Quem os usa só vai enganar os incautos e os que não se informam e estudam.

Ainda assim, não sendo Delfim, não abdico de nada.




 
 
 

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