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  • Foto do escritorHenrique Correia

Carlos Rodrigues não quer um PSD-M "com medo de perder o poder"


"Perdemos o respeito, perdemos a credibilidade, perdemos a dignidade e perdemos a identidade"


Carlos Rodrigues sobre o acordo representado na imagem: "Estamos submetidos por quem nos atacou, injuriou, ofendeu, rebaixou e humilhou"


Carlos Rodrigues foi deputado até agora, na Assembleia Regional, na bancada do PSD. Nunca foi de consensos, foi por vezes do choque, foi sempre da frontalidade, algumas vezes roçando o risco. Para fora apanhava a oposição, para dentro incomodava algumas faixas do "banho maria" no PSD, e o que travou mais foi a militância integrada num grupo parlamentar. Era preciso fazer política, mesmo que lhe escapasse, não raras vezes, o politicamente correto.

O acordo de incidência parlamentar entre PSD e CDS está difícil de digerir e a voz do agora militante de base faz-se ouvir no silêncio ensurdecedor de outros porventura com menos "capital de tranquilidade" para tanta "audácia" de discurso. A entrevista de José Manuel Rodrigues ao JM foi novo "toque a rebate", um apelo de consciência sobre o que faz o PSD nesta relação "de medo" face ao poder. Um partido que desde sempre foi de poder na Madeira. "Quanto mais dias se passam, mais chocado fico", desabafa Carlos Rodrigues.

Que no seu texto publicado no Facebook, ao contrário do que diz do PSD, não põe medo e arrisca um alerta: "Não podemos ser um entidade constituída por homens e mulheres com medo.

Com medo de perder o poder, com medo de começar do zero, com medo de lutar, com medo de voltar a subir os degraus, com medo de nos reerguer, em suma, com medo.

Os medrosos e os timoratos jamais construirão alguma coisa, jamais moverão montanhas, jamais conquistarão vales e precipícios, jamais mobilizarão uma sociedade, jamais conseguirão defender quem representam, jamais serão solução.

E nós estamos a nos tornar um partido com medo, estamos refugiados em muralhas, receosos do que para lá delas nos aguarda. Estamos submetidos por quem nos atacou, injuriou, ofendeu, rebaixou e humilhou. E para quê ? Para termos 21 deputados quando são precisos 24 para ter a maioria ? Para sermos gozados e escarnecidos todos os dias por quem nos deixa a 3 deputados dessa maioria?"

Carlos Roldrigues coloca outro "dedo" numa outra "ferida" do partido de Miguel Albuquerque: "Hora a hora, vamos desbaratando o respeito que fomos alcançando, primeiro alguns deixam de acreditar, mais tarde esses alguns são mais para, de seguida, se tornarem a maioria e, no fim, até os nossos nos abandonam. Perdemos o respeito, perdemos a credibilidade, perdemos a dignidade e perdemos a identidade. É isto que se alcança quando nos juntamos a quem nada nos acrescenta, a quem é pior do que nós".

O ex-deputado lança outra pergunta: "Vamos continuar refugiados nas muralhas decrépitas da cidadela perdida ou vamos reunir as nossas forças e tomarmos a iniciativa?"

E uma constatação: "Com eles (CDS) não teríamos a maioria, não nos serviam para nada. Esta é a realidade. Nós com ou sem eles seríamos, exatamente, a mesma coisa, um partido sem maioria e que teria de falar com todos, negociar com todos, ceder a todos, sem comprometer os seus princípios.

Sim, sem comprometer os seus princípios porque, caso isso viesse a acontecer mais valeria desaparecermos uma vez que um partido que se deixa violar grosseiramente já não existe, melhor seria começar de novo, um outro projeto, uma outra realidade".

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