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  • Henrique Correia

Carro de 100 mil euros já detetou 60 fugas de água de grandes dimensões


Em 2010 registavam-se perdas na ordem dos 65%, atualmente esse número é de 62%


A Câmara Municipal do Funchal comprou uma viatura, investindo 100 mil euros com cofinanciamento do POSEUR, adaptada com equipamento de deteção de fugas nas redes de água potável, uma medida inserida "no Controlo Ativo de Perdas com o intuito de melhorar a sua capacidade de eficácia e eficiência". 

O veículo está em fase de teste há cerca de um mês e já registou 60 fugas de grandes dimensões que,  segundo a Autarquia, "não seriam detetáveis de uma outra forma".

As perdas de água constituem, efetivamente, um problema para a gestão autarquica do Funchal, desde sempre, sendo que os números apontam umaclifeura melhoria num horizonte temporal de 10 anos, como refere uma nota do gabinetexde comunicação da Câmara. A autarquia afirma ter, no terreno, várias e abrangentes abordagens, realizadas pela primeira vez, que já apresentam resultados. Em 2010 registavam-se perdas na ordem dos 65%, atualmente registamos 62% de fugas. É uma área que merece especial atenção da gestão municipal e daí este investimento entre outros, desde a formação, à admissão de novos recursos humanos, e ainda à aquisição de novos equipamentos de modo a colocar a inovação e a tecnologia ao serviço do fornecimento de água potável e da sustentabilidade ambiental”. 

Acrescenta a CMF que " o Controlo Ativo de Perdas das Águas do Funchal compreende também a implementação do sistema de telegestão, um sistema inovador e centralizado que permite receber informações do derrame e identificar as zonas específicas para reparar as fugas. Este investimento de 2,3 milhões de euros está em curso, numa primeira fase, nas freguesias de São Martinho, Santo António e São Roque e já regista ganhos significativos"

Relativamente ao veículo agora adquirido, o presidente do Município, Miguel Silva Gouveia, explica que o mesmo "acrescenta à equipa de Controlo Ativo de Perdas valências fulcrais e a possibilidade de identificar no local as ruturas não visíveis para se alcançar uma melhor gestão das infraestruturas, bem como permitir a melhoria da qualidade do serviço, resultando no aumento da sustentabilidade deste recurso escasso".

A viatura "está em fase de teste há cerca de um mês e já registou 60 fugas de grandes dimensões que não seriam detetáveis de uma outra forma. Com este equipamento temos vindo, paulatinamente, a identificar e a proceder às intervenções reduzindo o número de perdas”. 

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