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Carvalho chega tarde para evitar demolição de Quinta Madeirense

  • Foto do escritor: Henrique Correia
    Henrique Correia
  • 5 de fev.
  • 2 min de leitura


Presidente da Câmara anula decisão de Cristina Pedra, mas responsabiliza o promotor de ter ignorado uma informação de suspensão da obra. Miguel Gouveia diz que se confirma os alertas da altura.





A Câmara do Funchal de votou, por unanimidade, a nulidade do acto administrativo relativo à aprovação do projecto de arquitectura para a construção do edifício de habitação multifamiliar aprovado, em Reunião de Câmara  do Funchal, de 31 de Julho de 2025, para a Quinta das Tangerinas, propriedade situada em Santa Luzia e que está inventariada  no PDM do Funchal por fazer parte das denominadas Quintas Madeirenses.

Jorge Carvalho quis emendar uma decisão da vereação de Cristina Pedra, mas chegou tarde. O presidente da Câmara não se pronuncia sobre uma decisão errada da Autarquia, prefere responsabilizar o promotor:

"A autarquia tudo fez para evitar a demolição da Quinta das Tangerinas: «a CMF actuou e tomou as competências que lhe competia e no devido tempo», já que informou atempadamente para a suspensão dos trabalhos que estavam a ser realizado, lamentando ainda a actuação do promotor dado que não tinha sido emitida a licença para a realização de trabalhos afectos à obra, o que não foi  não foi cumprido".

Quem veio a público reagir foi a oposição da altura, por meio de Miguel Gouveia, lembrando que tal como alertado na altura, "a proposta não se encontrava devidamente instruída com todos os elementos necessários a uma apreciação urbanística rigorosa, designadamente estudos de integração na envolvente urbana consolidada, como a moda de fachada e os alçados enquadrados no perfil da rua, indispensáveis para avaliar o impacto volumétrico e paisagístico da intervenção num conjunto urbano sensível. Na altura não foram também apresentadas garantias de que salvaguardasse aquela Quinta Madeirense.

Menos de um ano depois, e apenas após a forte indignação pública provocada pela demolição da Quinta das Tangerinas, é a própria vereação do PSD que acaba por reconhecer o erro grosseiro, anunciando a anulação do ato administrativo que aprovou o projeto de arquitetura. Trata-se de uma decisão tomada por pressão da cidade e depois de consumada mais uma perda irreversível de património edificado, que poderia e deveria ter sido evitada.

Um padrão repetido de desvalorização das Quintas Madeirenses".


 

 
 
 

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