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  • henriquecorreia196

Casos com menores sozinhos no Porto Santo; 74 casos em agosto; pavilhão preparado


Pavilhão multiusos preparado para 50 camas, 25 estão a ser instalados imediatamente.




A situação da Covid-19 no Porto Santo só não aumentaria por milagre, tal a falta de noção e inconsciência que a larga divulgação das imagens comprovou em determinados momentos, além das festas privadas que ocorriam, com frequência, nas casas alugadas onde estavam grupos de jovens sem qualquer acompanhamento, juntando-se no período pós encerramento dos bares e do recolher obrigatório. A sensibilização das autoridades de saúde e da polícia serviu de pouco para tamanha falta de sentido de vivência em comunidade neste contexto pandémico.

Como resultado deste agosto desconfinado na ilha que já foi livre de Covid-19, temos a registar 74 casos desde o dia 1, sendo que 3 já estão contabilizados hoje, como anunciou o delegado de Saúde, o médico Rogério Correia, à Antena Um Madeira. No relatório de hoje, vão figurar mais do que esses três casos nestas ultimas 24 horas, uma vez que neste momento há situações em avaliação. O médico confirma que muitos casos são de menores que estão sozinhos no Porto Santo, sem companhia de adultos.

O mesmo médico confirmou que está a ser preparado o pavilhão multiusos como prevenção, face ao aumento de casos que está a esgotar a capacidade da unidade hoteleira que até ao momento abrigava os infetados na fase de isolamento. Há 60 casos ativos, alguns poderão estar recuperados em breve, mas com o surgimento de novas infeções, torna-se importante encontrar alternativa.

Rogério Correia diz que, imediatamente, estão a ser montadas 25 camas, mas a capacidade do pavilhão dá para 50.

Recorde-se que este aumento de casos na ilha dourada, que já foi verde para Covid-19, está a preocupar as autoridades, políticas, médicas e policiais, que depois de uma fase pedagógica e inconsequente, passam a uma outra de maior intervenção, sendo que apesar de todos os mecanismos encontrados, um dos principais fatores tem a ver com a responsabilidade de cada uma das partes envolvidas, no caso as famílias, os próprios jovens e as entidades, não sendo sequer admissível encontrar uma qualquer justificação nos excessos geracionais para legitimar alguma da anormalidade vivida na ilha, que não sendo generalizada, é suficiente para alterar as férias, a tranquilidade e a segurança da maioria que cumpre.


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