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  • Henrique Correia

CDS a "definhar" com líder mas sem liderança


Voto secreto da moção de confiança mostra como está o partido com peso no passado mas sem peso no presente



"Não tenho medo, tenho legitimidade, não a comprei, não a bajulei, foi dada pelos militantes"


Para o CDS, cada eleição é um suplício. Com um líder mas a precisar de liderança, depois dos últimos resultados que deram uma expressão catastrófica ao partido, chegou a um momento do tudo ou nada, para o que o Chega de André Ventura muito contribuiu com uma votação nas recentes presidenciais que veio deixar os centristas numa posição ainda mais vulnerável ecem pânico com o futuro.

Com uns quadros de parede onde pode ver líderes passados, alguns mais carismáticos do que outros, Francisco Rpdrigues dos Santos, o líder atial, sente o peso do passado, mas de um presente de pressão que não lhe dá segurança de futuro. A última foi de Adolfo Mesquita Nunes, que pretende candidatar-se à liderança para mudar a estratégia do CDS, como diz "antes que seja tarde", posição que teve como resposta a apresentação, por parte da liderança, de uma moção de confiança.

Acontece que o conselho de jurisdição aprova o método de escolha por voto secreto, mas o presidente da mesa deu poder de escolha aos conselheiros, o que veio a contribuir para uma espécie de "terramoto" político com o abandono de Adolfo Mesquita Neto alegando que há violação dos estatutos e que o líder tinha medo do voto secreto com esta decisão "ilegal e cobarde".

Foi um momento chave, foi até um momento para Francisco Rodrigues dos Santos tirar o casaco para responder de forma acesa e como nunca tinhamos visto: "sou a favor do voto secreto. Não tenho medo, tenho legitimidade, fui eleito, não a comprei, não a bajulei, foi dada pelos militantes. Os mesmos que agora defendem o voto secreto, foram os mesmos que durante anos aceitaram as votações nominais".

E pronto, a votação será secreta depois de mais um momento de fragilidade do CDS, nuna clara demonstração que, se não houver "mão" firme e estratégica convicente além de liderança credível, o CDS corre o sério risco de ir desaparecendo, aos poucos, do cenário político partidário no País. Ainda se salva o CDS Madeira, que ao estar no Governo Regional passa um pouco à margem deste definhar. Até um dia voltar à realidade partidária.



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