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  • Henrique Correia

CDS não tem vereadores mas une-se ao PSD com deputados Municipais



A "teoria" é de Gonçalo Pimenta, presidente da concelhia centrista que responde a Miguel Gouveia dizendo que a Coligação também teve vereadores que abdicaram.




O CDS respondeu a Miguel Gouveia sobre as observações do líder da Confiança a propósito do facto de não haver vereadores do CDS na coligação com o PSD no Funchal. Os centristas, através do presidente da concelhia, Gonçalo Pimenta, não se referem à circunstância estranha e peculiar de haver uma coligação autárquica sem membros do CDS porque todos renunciaram, por modo próprio ou por outra razões.

Gonçalo Pimenta não aborda diretamente a ausência do CDS na vereação, vai por outros caminhos: também aconteceu com a Coligação e na Assembleia Municipal, nota-se que o PSD e CDS estão unidos. Ou seja, não tem vereadores mas tem deputados municipais.

"Ainda sobre abandonos e não manter os compromissos, convém igualmente que o ex-presidente, não sufragado, recorde o que se passou, em 2014, quando a Mudança, da qual fez parte, entrou em implosão e a cidade do Funchal e todos os serviços municipais estiveram um mês reféns de uma luta pelo poder que acabou com três vereadores, com pelouro, e uma presidente da Assembleia Municipal a abdicarem dos mandatos, o que permitiu, depois, a entrada na CMF dele próprio  Miguel Gouveia, que ocupava o 10º lugar da lista, Madalena Nunes, Domingos Rodrigues, para a vereação e de Rodrigo Trancoso para a presidência da Assembleia Municipal", responde Gonçalo Pimenta.

De igual modo, o CDS aconselha Miguel Silva Gouveia a não se esquecer que não reconduziu ninguém da equipa de 2017 na lista à vereação em 2021. Por outras palavras, abandonou os seus colegas de vereação. E, ademais, quando tomou posse como presidente da CMF, em 2019, por saída de Paulo Cafôfo, foi por sua vontade que foram ultrapassados todos os outros candidatos efetivos da lista para chegar à suplente Dina Letra do BE, pouco se importando se a escolhida tinha sequer alguma capacidade para o cargo – e não tinha como bem ficou provado. Esta obsessão quase patológica de Miguel Silva Gouveia sobre uma alegada instabilidade no “Funchal Sempre à Frente” só pode advir de quem muito falta à Assembleia Municipal ou não está atento ao que ali se passa porque basta seguir as transmissões dos debates da Assembleia Municipal para ver e crer, como São Tomé, se for caso disso, que PSD e CDS estão mais do que unidos no que se refere ao projeto municipal que corporizam, o mesmo já não se pode dizer da Coligação.

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