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  • Henrique Correia

CDS viabiliza empréstimo do Funchal e futuro dos funcionários da FrenteMar

Atualizado: 15 de Nov de 2020

O CDS vai dar "luz verde" ao empréstimo da Câmara do Funchal e ao futuro dos trabalhadores da FreteMar. No dia em que uma deputada do PSD deixou indícios de voto contra.



O CDS não irá “obstaculizar” o empréstimo de 5 milhões que a Câmara do Funchal vai contrair e que submete, segunda-feira, à Assembleia Municipal. Vai viabilizar e até irá “criar condições” para que a Câmara do Funchal consiga esse empréstimo que servirá para apoiar as famílias, as empresas e o comércio da cidade, nomeadamente, isentando os comerciantes que têm concessão direta da CMF do pagamento das rendas do mês de outubro, novembro e dezembro. Uma proposta que já foi por diversas vezes apresentada pelo partido.

Esta posição foi hoje revelada por Gonçalo Pimenta, presidente da Comissão Política Concelhia do Funchal e líder da bancada centrista na Assembleia Municipal do Funchal, porta voz da reunião de Rui Barreto com os autarcas centristas do Funchal e com a Comissão Política Concelhia.

O segundo ponto apontado pelo autarca e dirigente do CDS tem a ver, também com outro ponto que vai à Assembleia Municipal, a dissolução da Frente Mar Funchal. “Desde 2013 até 2020 houve uma triplicação do número de funcionários”, criticou, “em 2013 tínhamos cerca de 30 trabalhadores e em 2020 temos 115 trabalhadores”, concretizou.

“Gostaríamos de tranquilizar todos os trabalhadores da Frente Mar Funchal porque, de uma forma ou de outra, estarão sempre salvaguardados os seus postos de trabalho”.

Sobre a situação financeira da empresa municipal, que atualmente conta com um passivo de quase 2 milhões de euros, o partido não vai admitir “chantagens políticas”. “Não aceitamos que chantageiem e utilizem os funcionários da Frente Mar como uma bandeira política” afirmou, garantindo ainda que todos os funcionários serão reintegrados de uma forma direta ou no município do Funchal.

 O CDS critica também facto de em 2019 ter sido aprovada uma auditoria às contas da empresa municipal e, até hoje, não ter sido entregue qualquer documento relativo a essa mesma auditoria. Algo que poderia ter explicado o porquê de a Frente Mar estar na presente situação financeira, que levará à sua dissolução. Os responsáveis pela “gestão danosa”, aponta, são o atual presidente da autarquia, Miguel Silva Gouveia e o seu antecessor, Paulo Cafôfo.

Estas declarações do CDS surgem no dia em que a deputada municipal do PSD, Vera Duarte, em artigo no JM, deixou indícios de voto contra do PSD.

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