Centrista troca de camisola e "arrefece" relações com o PSD
- Henrique Correia

- 16 de ago. de 2025
- 2 min de leitura
Presidente da Junta do Paul "despiu" o azul e foi "atraído" pelo laranja. José Manuel Rodrigues tem uma reação interessante ao JM: diz muito de quem trocou de camisola, mas também de quem ofereceu a camisola.

A coligação PSD/CDS, no Governo, está em pleno curso, serve ao PSD para ter a maioria absoluta, serve ao CDS que tem mais protagonismo do que votos e já há algum tempo encobre eventuais perdas com esta coligação que tem dado peso na Assembleia e, agora, peso no Governo.
Mas como em todos os acordos, há sempre uns imponderáveis, mesmo que não pelas cúpulas, mas pelas estruturas intermédias que inevitavelmente agitam as cúpulas. E provavelmente estão agitadas sem grandes reações públicas. Até agora com as declarações de José Manuel Rodrigues, às quais Miguel Albuquerque não fica certamente indiferente, nem que seja para o líder centrista ver sem alterar a postura.
As eleições autárquicas estão à porta e no meio de entendimentos há um caso difícil de explicar por parte do líder do CDS Madeira José Manuel Rodrigues. O presidente da junta do Paul, Paulo Sérgio, do CDS, fez um "desvio" de rota partidária e passou para o PSD. Rodrigues diz que foi "sem explicação". Uma transferência ao estilo do futebol, desconhecendo-se neste caso o que esteve na origem dessa mudança de "camisola".
Em declarações ao JM, o líder centrista tem uma declaração que, no essencial, "provoca" o seu ex-companheiro, mas também o PSD: "Esta realidade é lamentável e diz muito de quem trocou de camisola, mas também de quem ofereceu a camisola". Resultado: o CDS abdica do Paul, onde já venceu várias vezes, e também do Jardim do Mar. Foi por isso, explica, que deu em nada os previsíveis acordos em Santana, como refere a reportagem do JM, o CDS não concorria no Arco de São Jorge e o PSD não concorria na Ilha.
Para já, José Manuel Rodrigues será forçado a aguentar estas "transferências" como se fosse um clube pequeno. A sedução do poder, pelo argumento do mais forte, ainda é uma condição desse mais forte, que na primeira oportunidade arrasa adversários e desgasta, de forma subtil, os aliados.





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