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  • Henrique Correia

Centro de Juventude de Santana passa a residência universitária


Objetivo é acolher alunos de São Tomé. O Governo estima que no ano letivo 2024/2025 esteja em pleno funcionamento uma nova residência universitária, a renovação da atual e a adaptação de um outro espaço, na Regiao, para a mesma finalidade.



Para o ano letivo 2022/2023, a Universidade da Madeira conseguiu atrair mais 50% de estudantes estrangeiros, comparativamente com o ano letivo anterior, estando essa oferta condicionada pela

necessidade de alojamento dos jovens universitários, uma situação já resolvida por decisão do Governo Regional que afeta o Centro de Juventude de Santana para residência universitária da UMa, com efeitos a partir de 18 de setembro de 2022 e pelo período de dois anos letivos, incluindo os períodos de férias escolares.

Este crescimentos resulta do facto da Universidade da Madeira ter assinado um protocolo com o Ministério do Turismo e Cultura de São Tomé e Príncipe, tendo já recebido por essa via, no ano letivo de 2021/2022, 40 alunos que frequentaram as Licenciaturas e

Cursos Técnicos Superiores Profissionais.

Os estudantes universitários a residir no Centro de Juventude de Santana devem cumprir com as regras estabelecidas internamente, de modo a que seja assegurado o normal funcionamento do serviço. A UMa deve solicitar, no prazo de sessenta dias antes do seu termo, a renovação da afetação do Centro de Juventude de Santana para residência universitária.

Durante o período em que o Centro de Juventude de Santana estiver afeto a residência universitária da UMa, é suspensa a aplicação da Portaria n.º 178/2018, de 30 de maio, no que concerne a taxas, refere o texto da resolução.

De acordo com o documento que dá suporte à publicação da medida, "a residência universitária, face a esta realidade de crescimento, não tem neste momento capacidade para alojar todos os estudantes deslocados, estimando-se que no ano letivo 2024/2025 esteja em pleno funcionamento uma nova residência universitária, a renovação da atual e a adaptação de um outro espaço, na RAM, para a mesma finalidade.

Ao nível dos diferentes serviços do Governo Regional, os Centros de Juventude são infraestruturas de alojamento especificamente criadas com o intuito de promover a mobilidade juvenil, a educação não formal e a multiculturalidade, os quais estão na dependência da Secretaria Regional de Educação, Ciência e Tecnologia e podem, a título excecional, ser uma alternativa de alojamento aos jovens universitários até que as construções das novas residências universitárias estejam concluídas.

Assim, diz o Governo, "porque a internacionalização da UMa é considerada também uma questão relevante para o desenvolvimento do ensino superior na RAM, urge resolver, com a maior brevidade possível, o alojamento dos jovens oriundos de São Tomé e

Príncipe que vão frequentar a UMa a partir do próximo ano letivo.

A internacionalização constitui "um vetor importantíssimo de afirmação da Universidade, uma vez que se trata de um processo de promoção e reforço da imagem da UMa e da Região Autónoma, predominantemente através da captação de alunos, do estabelecimento de parcerias na área da formação e da colaboração em projetos científicos e de investigação.

O processo de internacionalização da UMa, está associado a uma estratégia de comunicação, em todas as vertentes em que este poderoso instrumento contribua para dar a conhecer a Madeira e a sua Universidade e, simultaneamente, permita que os envolvidos neste processo (países e regiões de origem dos estudantes, UMa e RAM) possam beneficiar do intercâmbio e da formação de quadros especializados, que será muito útil para suprir as carências, que se verificam a nível regional, nacional e internacional, e possibilite que os nossos corpos académicos conheçam as realidades internacionais e as suas potencialidades de colaboração com esta Instituição.

Nos últimos anos, o número de estudantes não oriundos da Região tem vindo a crescer na UMa, quer a nível de estudantes oriundos do Continente português e dos Açores, atraídos maioritariamente pelo curso de Medicina, quer no número de estudantes provenientes de países europeus. O número de estudantes internacionais (oriundos de países que não pertencem à União Europeia) tem aumentado significativamente nos últimos 8 anos, devido à grande aposta na internacionalização da UMa.

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