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  • Henrique Correia

Centros comerciais "postos na ordem"; um aviso, fiscalização e tudo a cumprir


Miguel Albuquerque: "Estão a cumprir. Espero que não seja por um dia, que seja sempre. Fico satisfeito, não por minha causa, mas por causa da segurança dos consumidores e dos trabalhadores"



O que se passou com o aviso do presidente do Governo Regional aos centros comerciais, acusando-os de não respeitarem as recomendações relativamente à lotação, mas também a outros cuidados, uma situação extensiva a alguns supermercados, é uma situação elucidativa daquilo que somos e das dificuldades de cumprimento de regras se não forem alvo de fiscalização.

Hoje, um dia depois da ameaça de encerramento, por parte de Miguel Albuquerque, foi um vê se te avias para colocar segurança à porta, medindo temperatura e controlando entradas, a exemplo do que aconteceu no início da pandemia, originando obviamente algumas filas ao longo do dia.

O Pingo Doce do Anadia, que era tudo a monte até ontem, decidiu hoje "acordar" para a lotação, o mesmo aconteceu com outro supermercado de grande movimento, o da Cancela. O Continente também, as grandes superfícies tiveram a fiscalização "à perna". E foi um dia diferente, em nome da segurança.

E aqui colocam-se duas interrogações igual número de exigíveis advertências. Onde andaram as gerências das grande superfícies, por estes dias? Onde andava a fiscalização a estes espaços? Ninguém ia às compras? Foi preciso o presidente do Governo chegar e detetar o incumprimento quando toda a gente estava a ver?

Claro que hoje ficou resolvido, o presidente falou e a fiscalização atuou. O que é preciso é que a segurança se mantenha mesmo sem o presidente a ver. Foi precisamente isso o que disse Albuquerque, hoje, quando afirmou ter indicações que as grandes superfícies estavam a cumprir.

"Estão a cumprir. Espero que não seja por um dia, que seja sempre. Fico satisfeito, não por minha causa, mas por causa da segurança dos consumidores e dos trabalhadores", diz Albuquerque.

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