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  • Henrique Correia

Coligação PSD/CDS já tem a base definida; falta acertar os lugares


Financiamento da campanha poderá ter o mesmo figurino das Autárquicas: PSD adianta e o CDS transfere a subvenção.




Os militantes do PSD e do CDS ficaram convencidos que o líder social democrata Miguel Albuquerque não tinha pressa relativamente à pressão lançada pelo CDS, que mandatou Rui Barreto para acertar o acordo pré-eleitoral com o PSD-M tendo em vista renovar, para as regionais de 2023, a coligação regional em curso. Os centristas querem resolver já a questão para saber com aquilo que contam, acham que a lealdade e a viabilização da governação do PSD-M têm os seus custos e querem Albuquerque a reconhecer isso mesmo o mais rápido possível.

Sabe-se que apesar de Miguel Albuquerque ter desvalorizado a pressa e ter dito que a solução será analisada no tempo certo, também está convencido que é melhor jogar pelo seguro e ir coligado às eleições num acordo pré-eleitoral. Não sabe quanto vale o CDS, mas também não sabe quanto vale o PSD, mesmo que as circunstâncias possam conduzir a um quadro mais favorável do que aquele verificado em 2019 em que o PSD-M perdeu a maioria absoluta pela primeira vez em mais de 40 anos. Mas nunca se sabe, por isso é que Albuquerque até já admitiu coligação com outro partido além do CDS, no caso de não dar mesmo coligado como agora, um cenário que poucos acreditam possível, mas ainda assim é melhor jogar pelo seguro.

São diversas as "fontes", do PSD e do CDS, que apontam para a existência, neste momento, de um "esqueleto" definido por Albuquerque e Barreto sobre a coligação para 2023. Albuquerque achou cedo, mas compreende a instabilidade que o adiamento da solução, pelo menos ao nível dos líderes, poderia trazer até para alguma tensão ao Governo, daí ter decidido um acerto geral do acordo, faltando depois uma outra fase de acerto de pormenores, além dos lugares.

Sendo provável que num acordo pré-eleitoral as contas "negociais" venham a dar 1 CDS para 7 PSD, isto poderia significar a possibilidade do CDS eleger 3 deputados, tantos quantos os que tem presentemente. O problema, depois, é escolher quem vai primeiro, uma vez que sendo lógico que seja Barreto, o líder, tem José Manuel Rodrigues como nome a ter em conta pelo peso negocial, já observado no último acordo da governação regional.

Relativamente ao financiamento da caminhada, as mesmas fontes garantem que não há nada definido ainda, mas admitem que o sistema encontrado seja o mesmo que vigorou nas eleições autárquicas, até porque o CDS está muito condicionado na sua gestão financeira e é preciso encontrar uma base que não provoque constrangimentos a esse nível. Nas Autárquicas, o PSD assegurou a gestão da campanha e o CDS canalizou a verba da subvenção para o parceiro de coligação



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