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  • Henrique Correia

Com Filipe Sousa ARM não entra em Santa Cruz


Filipe Sousa: "Enquanto eu cá estiver, a água será gerida pelos santacruzenses e não estará ao serviço de outros interesses que não sejam os da nossa população"




O presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz aproveitou hoje o seu habitual "ponto de ordem", no Facebook, para denunciar os custos mais elevados de água, saneamento e recolha de resíduos em concelhos geridos pela ARM, a empresa Águas e Resíduos da Madeira, que não gere Santa Cruz. E o líder da Autarquia, do JPP, é claro: "Enquanto eu cá estiver, a água será gerida pelos santacruzenses e não estará ao serviço de outros interesses que não sejam os da nossa população".

Críticas, também para o Governo, do PSD/CDS: "O facto de Santa Cruz ser um dos poucos concelhos na Região que não entregou a gestão da sua água e resíduos à Empresa Pública Águas e Resíduos da Madeira, ARM, tem sido amplamente usado para que responsáveis políticos do Governo Regional e do PSD critiquem este município, pratiquem discriminação no acesso aos fundos europeus e criem a ilusão de que Santa Cruz estaria melhor dentro da ARM".

Filipe Sousa escreve que "a gestão da água e dos resíduos é uma importante fonte de receita para a autarquia e que integra uma das mais importantes funções do poder local", sendo que esta abordagem visa lembrar que "dados divulgados na última semana sobre os preços praticados pelas câmaras na água, saneamento e resíduos sólidos, permitem saltar logo à vista: "são três dos municípios geridos pela ARM que cobram mais pela água, saneamento e resíduos. Portanto, por aqui os santacruzenses não ficariam a ganhar nada com a inclusão de Santa Cruz na ARM".

O autarca diz mais: "Nas três vertentes que englobam a fatura da água, Santa Cruz, em 11 concelhos, está em 7º lugar no preço cobrado pela água, em 9º no preço cobrado pelo saneamento, em sétimo no preço cobrado pelos resíduos sólidos e na posição 7 da conta que é cobrada aos munícipes. Quer isto dizes que acima de nós existem 6 municípios que cobram mais, alguns de dimensão muito mais pequena do que o nosso, e apenas quatro têm a fatura mais baixa, mas que também são municípios com menos área a população a ser servida".

Filipe Sousa diz, ainda, que "etes números provam que as escolhas e as políticas que temos vindo a seguir são corretas e que os resultados são aqueles que melhor servem os santacruzenses. E isto é também o que nos diferencia daqueles que consideram o lucro de empresas públicas mais importante do que bom serviço aos cidadãos. Além disso, não é por não estarmos na ARM que deixamos de investir onde durante décadas não se investiu, precisamente na renovação das nossas redes de água e saneamento, cobrando o preço justo aos nossos munícipes e garantindo que esse preço é suficiente para manter o serviço e melhorá-lo, e não para alimentar empresas públicas, tantas vezes pasto de nomeações e benesses".


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