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  • Henrique Correia

Comandante do avião da British Airways não permitiu saída dos passageiros

O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e a PSP procuraram uma alternativa para que os passageiros pudessem aguardar, numa sala do aeroporto


A situação relacionada com os cerca de 40 turistas britânicos que hoje ficaram retidos no Aeroporto Internacional da Madeira Cristiano Ronaldo, a bordo do avião da British Airways, por estarem proibidos de entrar em território português em consequência de uma decisão do Governo da República, que suspendeu a entrada de cidadãos do Reino Unido em Portugal, causou desconforto nas entidades regionais pela imagem que a situação pode causar num mercado turístico que é forte para a Madeira.

A verdade é que tanto os passageiros, como a companhia britânica, assumiram a viagem quando já sabiam do impedimento de entrada na Região, em função do agravamento da Covid-19 no Reino Unido, com o aparecimento de uma variante mais contagiosa. Ao mesmo tempo, outras companhias, caso da easyJet, por exemplo, cancelaram os seus voos com proveniência no Reino Unido.

Sabe-se que tanto o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) como a PSP procuraram uma alternativa para que os passageiros pudessem aguardar, numa sala do aeroporto, enquanto a aeronave procedia à operação de reabastecimento, o que traria outro conforto ais passageiros, já de si numa situação incómoda de férias interrompidas. No entanto, o comandante do avião, que dentro do aparelho, é soberano, não autorizou o desembarque temporário até que houvesse condições para o regresso à origem.

Esta segunda-feira foi o primeiro dia de proibição de entrada de cidadãos do Reino Unido em Portugal, sendo permitida a entrada a cidadão nacionais ou com residência em território nacional.

Em consequência, o Governo Regional fez aprovar uma resolução destinada aos passageiros nacionais ou com residência na Região, que à chegada à Região devem trazer teste negativo ou, em alternativa, fazerem um teste no aeroporto. Depois, devem permanecer em isolamento profilático obrigatório em estabelecimento hoteleiro requisitado pelo Governo Regional para o efeito.

Devem efetuar o 2.º teste PCR de despiste ao SARS-CoV-2, entre o quinto e o sétimo dias após a realização do primeiro teste, devendo garantir no período compreendido entre o desembarque e a realização do segundo teste o isolamento profilático, no respetivo domicílio ou no estabelecimento hoteleiro que hajam reservado para a sua estadia, e o integral cumprimento da vigilância e auto reporte de sintomas e das medidas de prevenção da COVID-19.

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