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  • Henrique Correia

Comandante já temos...


Entende-se a mensagem, entende-se a união que dizem que faz a força, mas provavelmente não seria preciso tanto para evidenciar um acordo entre partidos diferentes


Rui Barreto: "Um reconhecimento ao nosso comandante, o Dr. Miguel Albuquerque".


Rui Barreto não cabe em si de contente com esta fórmula de governo de coligação. Já o tinha demonstrado em momentos anteriores, mas agora foi mesmo durante as jornadas parlamentares, dos dois partidos, PSD e CDS, que juntou a "família" governativa para debater o momento, em pandemia, mas sobretudo para trazer a público uma mensagem de grande fervor corporativo do ponto de vista político, numa clara demonstração que este governo está para durar, mas mais do que isso, está para dizer, claramente, o deslumbramento que é liderar um projeto nunca antes visto e que todos deveriam estar reconhecidos por isso. Todos os militantes e simpatizamtes, de um e de outro. E os outros, a oposição, leia-se, podem "tirar o cavalinho da chuva" que daqui não levam nada de instabilidade. É bom saber isso. Mais uma vez.

Compreende-se que esta mensagem esteja subjacente a um projeto de governo, como é aquele que gere os destinos da Região. Compreende-se, sobretudo num momento em que o principal partido da oposição, vai para congresso e começa uma nova era sob liderança de Paulo Cafôfo. Compreende-se porque estamos a um ano de eleições autárquicas e esse será, porventura, outro desafio que deverá colocar-se para eventuais coligações, então testadas localmente e se as bases forem na conversa. Entende-se a mensagem, entende-se a união que dizem que faz a força, mas provavelmente não seria preciso tanto para evidenciar um acordo entre partidos diferentes à volta de um projeto comum, mas que envolve as naturais identidades de cada partido, cuja confusão não será positiva nem para um lado nem para o outro. Gostar de um projeto é uma coisa. Amar é outra.

Mas não foi assim, Barreto falou e não fez por menos, um elogio rasgadíssimo, quase sem deixar margem para dizer o contrário daqui a vinte anos, dirigido a Miguel Albuquerque, líder do Governo e do PSD. Não foi o secretário-geral social democrata, não foi um secretário regional do PSD, não foi um diretor regional a quem foi facilitado um cargo nem um lugar de deputado que dá sempre jeito. Nada disso, Albuquerque "encaixou" este trunfo mesmo do CDS. Ganhou o dia com isso. Deve ter ganho mais qualquer coisa para a frente.

Vamos ao que disse o líder do CDS Madeira do timoneiro deste governo regional: "Devemos sentir orgulho de ter, na presidência do Governo do Governo, alguém com intiuição, com sabedoria, que já passou por momentos destes e que soube gerir com enorme sabedoria e tenacidade. Um reconhecimento ao nosso comandante, o Dr. Miguel Albuquerque". O comandante fica agradecido. Vindo do "Imediato" ainda melhor, sendo que neste caso do Governo não se aplica exatamente o termo da Marinha, que está a seguir ao comandante. E a seguir ao comandante, na linha governativa, como se sabe, está Calado, o vice presidente.

Uma coisa é certa. Depois destas Jornadas Parlamentares, nunca mais as coisas serão as mesmas. É como se PSD e CDS fossem um só, falando a uma só voz e mais unidos do que nunca. "O interesse superior da Madeira e dos madeirenses esteve acima dos partidos. Coesão, compromisso e responsabilidade foram palavras chave, espírito de equipa e serviço em nome do projeto semelhante e do programa que aprovamos", referiu Rui Barreto para explicar este fenómeno experimentado na Região. Falar verdade às pessoas, relativamente às consequências da pandemia, e o Governo tomou as medidas certas, foram outras mensagens em contexto de dificuldades.

Pelo menos ficamos mais tranquilos com estes "ventos", com estes "casamentos" e com outros eventuais "deslumbramentos". Acima de tudo, mais do que nunca, a Madeira precisa de estabilidade para levar o "barco" a bom "porto" nestas "águas agitadas" dos novos tempos.

Comandante já temos...


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