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  • henriquecorreia196

Começou aquela fase em que já ninguém pode ouvir falar em eleições


Os que avaliam, já viram tudo. Os que votam sem avaliar e vendo nada, sempre viram isso e não vão ver outra coisa , nem agora. O voto é a "arma" do povo. Se o povo souber "disparar"...



Começou hoje, oficialmente, a campanha para as Autárquicas de 26 de setembro.


Tirando os políticos e os carreiristas, que às vezes acumulam, os seguidores que engrossam ações partidárias e fazem quorum nos comícios, os empregados que nesta altura têm tarefas acrescidas, além dos que não têm outro "remédio", tudo o resto está farto de ouvir falar em eleições, de promessas, de soluções milagrosas, muitas delas esfumam-se pouco tempo depois do voto, quando quem promete já tem o que quer, e quem dá o voto já não pode fazer nada.

Já há muito que não faz sentido um período de campanha eleitoral. A lei não se adaptou à realidade, aos novos tempos, à evolução da comunicação, já não é possível distinguir entre pré campanha e campanha, só mesmo a legislação parada no tempo para obrigar a este "suplício" de pouco menos de duas semanas a ver e ouvir os mesmos argumentos, os mesmos apelos, as mesmas pessoas, no palco e na assistência, e ainda por cima, como se isso não bastasse, um dia de reflexão, de cidade limpa de cartazes, de ninguém poder falar de eleições e com a CNE feliz e contente assobiando para o lado contrário ao da realidade que coloca à disposição um outro mundo da comunicação, mais importante, onde as pessoas passam mais tempo do que nas ruas e onde podem fazer tudo aquilo que a Comissão Nacional de Eleições diz que não pode pelos meios tradicionais. Como se a CNE parasse no tempo. Como parou.

A campanha, oficialmente assim designada, começou hoje. O povo vai fazer como a CNE, assobiar para o lado enquanto os candidatos se atropelam, com as suas tropas, nas ações de rua, no porta a porta, no abraço e no aperto de mão que apesar da pandemia fica mal não dar, porque com isso pode ir algum voto "à vida".

De resto, a comunicação social vai publicando, e assim parece que interessa às pessoas. Quando não interessa, ninguém perde tempo a ler, embora se crie a falsa ideia que meia dúzia de telefonemas entre interessados no assunto, é o que expressa o pensamento da multidão. Errado.

Cada vez mais, a comunicação social vai publicando o que lhe mandam, porque também neste novo mundo comunicacional, de quinto poder envergonhado, há mais "chefes" do que "índios", porque também o que é preciso mais é a influência, não a notícia. Aquela dá dinheiro, esta dá chatice.

Por isso, vamos à campanha. Mas fiquem sabendo, embora já saibam, que o povo não quer saber. Os que avaliam, já viram tudo. Os que votam sem avaliar e vendo nada, sempre viram isso e não vão ver outra coisa , nem agora.

O voto é a "arma" do povo. Se o povo souber "disparar"...


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