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  • Henrique Correia

Como é que o Funchal convida Rigo e diz que foi um equívoco?



Sabe-se que a política tem razões que a razão desconhece, mas para marcar a diferença é importante deixar marcas dessa diferença para que os cidadãos possam ver credibilidade nas decisões e nas atitudes.



Foto jornal Público


O artista plástico madeirense Rigo, que como se sabe tem projeção internacional, veio hoje a público, no Funchal Notícias, levantar uma questão, tão estranha quanto incómoda, denunciando que a Câmara do Funchal retirou o convite que lhe tinha feito para comissário da candidatura da cidade a Capital Europeia da Cultura 2027, um projeto que constitui uma grande aposta do atual presidente Miguel Gouveia.

Rigo diz que foi contactado pela vereadora da Cultura e recebeu convite oficial por parte do presidente da Câmara. Depois, revela que, em reunião da Autarquia, recebeu a comunicação que o convite tinha sido um equívoco. De convidado a desconvidado, foi um momento breve, ao contrário da surpresa, longa, muito longa.

O investigador Raimundo Quintal, antigo vereador da CMF, reagindo a esta situação,

escreve, na sua página do Facebook, palavras de esperança a Rigo e de crítica à Câmara: "Ricardo continua o teu percurso em prol dos ideais que persegues com coerência desde a adolescência, quando, contra a forte corrente do crescimento económico e do unanimismo acrítico, desenhavas incisivos cartoons em prol da qualidade do ambiente, da conservação da Natureza.

Ricardo, a canalha será sempre canalha, independentemente da cor partidária".

Este episódio, sem que estejam em cima da mesa todos os contornos que poderiam clarificar a situação, que não necessariamente justificar, torna-se um cenário de dúvidas sobre o que terá ocorrido neste processo, uma vez que depois do convite feito, a uma personalidade de dimensão internacional, que se encaixa no perfil de uma candidatura deste âmbito, não deixa de provocar enorme perplexidade este desfecho, a ter acontecido como relatado.

Sabe-se que a política tem razões que a razão desconhece, mas para marcar a diferença é importante deixar marcas dessa diferença para que os cidadãos possam ver credibilidade nas decisões e nas atitudes.

Fica difícil entender esta atitude e sobretudo a forma de abordar a situação. Um assunto a exigir esclarecimento. E do bom...


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