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  • Henrique Correia

Companhias aéreas que operam em Portugal defendem testes rápidos na origem


"Para serem adequados, os testes devem satisfazer vários critérios: exatidão certificada por autoridades nacionais ou internacionais de renome e resultados

em 20 minutos"


A Associação das Companhias Aéreas em Portugal (RENA) propõe a realização de testes antigénio rápidos a todos os passageiros antes do embarque, em alternativa às quarentenas e ao encerramento de fronteiras, revela o Expresso citando um comunicado daquela organização publicado pela Lusa.

A questão relacionada com os testes como forma de prevenção à Covid-19, no sentido de manter a segurança e a economia possíveis em termos de atividade turística, coloca algumas reticências quanto à eficácia da fórmula relativamente a uma retoma mais rápida do Turismo, o que, por exemplo para a Madeira, é uma situação de fundamental importância.

De facto, neste processo, a Madeira também esteve à frente com a instalação da unidade de rastreio no Aeroporto Internacional da Madeira Cristiano Ronaldo, o mesmo acontecendo no Porto Santo. A este propósito, os últimos indicadores apontam que neste contexto da operação de rastreio de viajantes nos portos e aeroportos da Madeira e do Porto Santo, regista-se um total cumulativo de 109110 colheitas, sendo que no total, as amostras processadas no laboratório de Patologia Clínica do SESARAM, para teste de PCR, ascendem a 172434. 

Segundo o Expresso "o tema ainda não está a ser discutido com todos os envolvidos", mas a associação acrescenta que “os testes de antigénios são muito mais rápidos e baratos do que os testes existentes de reação padrão de polimerase em cadeia (PCR) e podem cada vez mais fornecer níveis comparáveis de exatidão”, explica a associação, em comunicado. "Para serem adequados os testes devem satisfazer vários critérios: exatidão certificada por autoridades nacionais ou internacionais de renome, resultados em 20 minutos, testes em escala suficiente com processamento simultâneo de várias centenas de testes por hora, facilidade de utilização e acessibilidade de preços. A nova geração de testes rápidos, esclarece, custa menos de 10 euros por unidade". Segundo aponta o Expresso, uma questão relevante é quem paga os testes rápidos, realçando o facto de uma das soluções poder passar por esse custo ser suportado pelo passageiro, que em compensação receberia um voucher no valor do teste para ser gasto na Região de destino. Refira-se que em matéria de testes na origem, essa situação já foi alvo de abordagem por parte do presidente do Governo Regional, que defendeu testes nos países de origem, para o que,  seria necessário uma articulação global, tendo em vista a eficácia com o menor transtorno possível para o passageiro.

Quanto aos testes, são rápidos mas tem contras: "poderá não detetar doentes infetados em fase inicial assintomática e em casos de infeção ligeira. Em ambos os casos, o doente poderá infetar outras pessoas. Neste sentido, todos os resultados negativos têm que ser revistos por um profissional de saúde no sentido de avaliar a necessidade de realização de um segundo teste pelo método PCR." (fonte Unilabs).

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