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Comunidade terapêutica na Região não é boa ideia, diz especialista

  • Foto do escritor: Henrique Correia
    Henrique Correia
  • 18 de nov. de 2024
  • 1 min de leitura

Atualizado: 26 de nov. de 2024



Ivone Nunes: "Uma comunidade terapêutica com utentes da Região, em que todos se conhecem, seria complicado"





A diretora do Serviço de Psiquiatria e da Unidade de Tratamento e Reabilitação da Toxicodependência disse hoje, na Assembleia Legislativa da Madeira, que “não faz muito sentido criar uma comunidade terapêutica” na Madeira.

Ivone Nunes lembrou que uma “comunidade terapêutica pretende desenraizar o utente da sua realidade, que é tóxica. Para que haja continuidade e viabilidade do tratamento é importante que ele se desenraíze do meio em que está inserido, e que tenha um espaço onde as memórias e as vivências relacionadas com os consumos sejam anuladas”. Por isso a Diretora do Serviço de Psiquiatria entende que “uma comunidade terapêutica com utentes da Região, em que todos se conhecem, seria complicado”.

Ivone Nunes foi ouvida na Comissão Especializada de Saúde e Proteção Civil a propósito de um requerimento do PSD que está a pedir a opinião de várias entidades “sobre programas de combate e dissuasão do consumo de drogas e substâncias psicoativas na Região Autónoma da Madeira”.

Em média, por ano são reencaminhados cinco utentes para comunidades terapêuticas no continente.

A especialista no tratamento das toxicodependências defende, por isso, a importância da criação de um centro de dia “para dar continuidade ao tratamento e ajudar a pessoa ter uma vida com outras características”. Pediu ainda “centros de rua, onde seja possível os utentes dormirem, tomarem banho, trocarem de roupa”.

 
 
 

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