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  • Henrique Correia

Costa não põe de parte nova proibição de circular entre concelhos no Natal

Medida igual à da Páscoa vai depender da evolução da pandemia.


O primeiro-ministro António Costa admite hoje, em entrevista ao jornal Público, que assim como aconteceu na Páscoa, pode "proibir a saída das pessoas "do concelho" para "poderem ir à terra", uma declaração surpreendente que deixará certamente os portugueses em alerta para uma época tradicionalmente de família. Seria um grande problema se essa restrição voltasse a ser necessária. Vai depender da evolução da doença nesta segunda vaga. E vai depender muito do comportanento portugueses.

Esta declaração de Costa tem a ver com os últimos números da pandemia, ultrapassando, em vários momentos, a barreira dos 2 mil infetados e havendo mesmo indicadores que apontam para a possibilidade de Portugal atingir os 3 mil casos diários em breve. As medidas já tomadas pelo Governo, com a declaração de Estado de Calamidade, que ontem entrou em vigor para o continente (o primeiro-ministro falou em todo o território nacional na declaração inicial, o próprio comunicado do conselho de ministros apontava para esse todo numa primeira redação, mas emendou depois apenas para o continente), visam evitar males maiores, ou seja um novo confinamento, que seria catastrófico em todos os aspetos. O uso obrigatório da máscara e a obrigatoriedade da App stayaway covid, que está a suscitar polémica por ser considerada violação de privacidade, fazem parte de uma proposta que o Governo já entregou no Parlamento e que deverá ser discutida a 23 de outubro. Prevê fiscalização e multas entre os 100 e os 500 euros. Estas medidas, aliadas a outras já em vigor, como proibição de ajuntanentos com mais de 5 pessoas, também nos restaurantes, além de casamentos e batizados com limite de 50, bem como o uso, por agora apenas recomendado em situações em que não possa ser cumprido o distanciamento social, constituem precisamente uma primeira tentativa para evitar outras mais drásticas que possam precisamente colocar em causa o Natal. Na entrevista ao Público, António Costa aborda as negociações para aprovação do Orçamento de Estado, afirma que "o limite é o bom senso e o que é razoável".  E avisa, também, as empresas que se aproveitam "da crise económica decorrente da pandemia "para fazerem despedimentos que doutra forma não fariam". Diz que "a prioridade do Governo não é proibir despedimentos, é apoiar o emprego".

Sobre as eleições presidenciais, salienta que a preocupação é governar o País e as eleições importantes, para o PS, são as regionais e as autárquicas.

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