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  • Henrique Correia

Costa surpreendido com o crescimento dos casos revela que o contágio familiar é de 68%


O primeiro-ministro reconheceu que o estado de emergência, que começou hoje no País e termina a 23 de novembro, resultou de uma segunda vaga mais cedo do que se esperava. Diz que as "pessoas não reagiram como no passado" e avança com um número curioso: o contágio familiar corresponde a 68% do total.


O número de internados por Covid-19, hoje, é o dobro do pior dia da primeira vaga. Este número é assustador foi hoje revelado pelo primeiro-ministro António Costa, em entrevista à TVI, que sem querer assustar, assusta o suficiente para preocupar. "Estou muito surpreendido com o crescimento elevado da transmissão comunitária. As pessoas não reagiram como no passado", reconheceu o chefe do governo, revelando um dado curioso: 68% dos contágios ocorre em contexto familiar.

Disse que, fáceis, só existem duas mensagens: fecha tudo, como em março, ou fica tudo aberto. Mas todos compreendemos que não conseguimos ter a mesma metodologia que tivemos em março, foi brutal o que pagámos pelo confinamento total. É difícil dizer qual o ponto de equilíbrio. Se quer que lhe diga numa frase é: "Saia mas em segurança".

Costa diz que é importante a responsabilidade de cada um, considera que o Serviço Nacional de Saúde ainda tem capacidade de resposta, aumentámos 700 camas para doentes internados e explica que não há medidas sem prejudicar a vida das pessoas. É preciso conjugar as regras perturbando o mínimo possível a vida das pessoas. Mas não há milagres".

Questionado sobre as consequências das medidas (recolher obrigatório a partir das 23 horas até às 5 horas da manhã, de domingo a sexta e das 13 horas de sábado até às 5 horas de domingo, nos dois próximos fins de semana) para os restaurantes, António Costa diz que o Governo está a preparar um pacote de apoio à restauração, tendo em vista precisamente esta nova realidade deste período de estado de emergência.

O primeiro-ministro reforça a confiança tanto na ministra da Saúde como na diretora-geral de Saúde e em matéria de vacinas, revela que Portugal já está a preparar a receção das vacinas, num plano organizado para o armazenamento e respetiva distribuição. "O processo de vacinação vai correr bem".


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