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  • Henrique Correia

"Crescimento e riqueza não podem ficar concentrados nas mãos de poucos"



Presidente da Assembleia Regional muito crítico: "o desenvolvimento não pode chegar apenas aos mais fortes, ou aos que falam mais alto; Precisamos de responsabilidade política. Ninguém está acima da lei e o exemplo tem de vir de cima”




José Manuel Rodrigues já criou "raízes" com estas intervenções críticas relativamente à forma como a política se posiciona face aos eleitores. Hoje, na Assembleia, durante a conferência sobre a reforma do sistema eleitoral, a intervenção do presidente da ALRAM "ficou no "ouvido".

O presidente da Assembleia Regional entende que “a Democracia não pode reduzir-se ao ritual das eleições; os cidadãos não podem decidir apenas nos atos eleitorais; o desenvolvimento não pode chegar apenas aos mais fortes, ou aos que falam mais alto; o crescimento e a riqueza não podem ficar concentrados nas mãos de poucos”. “Precisamos de responsabilidade política. Ninguém está acima da lei e o exemplo tem de vir de cima”, afirmou.

Num texto publicado na página do Parlamento, o líder deste órgão considera ser preciso “combater esta ideia feita de que ‘os políticos são todos iguais’”.

“É necessário agir rapidamente, temos de recuperar a ética e a integridade no exercício de cargos políticos e introduzir uma nova responsabilidade na Política para todos”, referiu o Presidente da Assembleia Legislativa da Madeira.

José Manuel Rodrigues disse ser preciso “encurtar as distâncias entre eleitos e eleitores, encontrando novos mecanismos de participação dos cidadãos na vida coletiva”. “Temos de recuperar o Mérito e a Competência na Política, elegendo e nomeando os melhores para os cargos de gestão da res publica”, enfatizou, defendendo assim a importância de “discutir a possibilidade de criar círculos uninominais nas leis eleitorais, para que o cidadão possa escolher, livremente, não só o partido que prefere, mas também o seu Deputado, aquele que o vai representar no Parlamento, aquele a quem ele poderá recorrer numa determinada circunstância e aquele a quem poderá pedir a prestação de contas no final do mandato”, concluiu.

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